
O Insper se tornou a primeira instituição de ensino da América Latina a implementar o ChatGPT Edu para todos os seus alunos, professores, pesquisadores e equipes administrativas. A parceria firmada com a OpenAI (criadora do ChatGPT) institucionaliza o uso da inteligência artificial generativa em todas as áreas da escola, ampliando as possibilidades de ensino, pesquisa e gestão.
O acordo garante que qualquer disciplina ou curso que opte por incorporar a IA generativa poderá acessar as soluções educacionais da OpenAI. Para Guilherme Martins, presidente do Insper, a iniciativa reforça o papel da instituição na vanguarda da inovação. “Diante de um fenômeno como a IA generativa, a pior decisão é permanecer inerte. Inovação e excelência caminham lado a lado — e nosso objetivo é unir o melhor da tecnologia ao compromisso de melhorar a vida das pessoas”, afirmou em comunicado.
O ChatGPT Edu é uma versão desenvolvida para o setor educacional, oferecendo recursos como interpretação de texto, codificação, análise de dados, edição e resumo de documentos. Uma das diferenças em relação à versão aberta é que as conversas e dados não são usados para treinar os modelos da OpenAI.
Personalização e novas formas de aprendizado
Adaptável ao perfil de cada usuário, a ferramenta atua como um tutor digital, ajustando linguagem e nível de profundidade ao contexto de cada estudante. O modelo aprende a forma que o aluno melhor absorve o conteúdo além de suas preferências, permitindo experiências personalizadas para diferentes áreas de estudo.
Entre as novidades está o modo de estudo inspirado no método socrático, que conduz o aluno por perguntas e etapas até que ele compreenda o conteúdo, em vez de fornecer respostas prontas.
Caminho já iniciado
O Insper já vinha explorando o uso da IA generativa antes da parceria formal. Há um ano, mantém a Comunidade de Aprendizagem em IA, espaço voltado para capacitar professores, incentivar a troca de experiências e promover reflexões sobre o uso responsável da tecnologia no ensino.
Para André Filipe Batista, diretor de Tecnologia do Insper, o acordo abre espaço para novos formatos de ensino. Em nota ele afirmou: “As práticas pedagógicas, naturalmente, são desafiadas, e essa é uma oportunidade a ser aproveitada”.
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