
Uma nova pesquisa da Dell Technologies, em parceria com o Instituto Caldeira, revela que 83% dessas empresas de pequeno e médio porte já utilizem inteligência artificial em algum nível; no entanto, 59% delas ainda estão no estágio inicial, um sinal de que a jornada digital avança, mas em passos desiguais.
O estudo ouviu 121 PMEs e startups da comunidade Caldeira, no Rio Grande do Sul, e aponta que a insegurança sobre proteção de dados, a carência de competências técnicas e dúvidas sobre a confiabilidade das ferramentas são os principais entraves na adoção da tecnologia. Dentre os participantes, apenas 28% têm uso integrado da inteligência artificial, enquanto 45% recorrem à tecnologia de forma esporádica. Só 10% desenvolvem ou fornecem soluções próprias, e 17% ainda não utilizam ou desconhecem seu nível de adoção. Os números indicam uma maturidade limitada e reforçam a urgência de apoio técnico e, principalmente, de governança.
A cibersegurança foi citada como principal preocupação entre médias empresas (31%), seguida pela falta de competências para lidar com IA especialmente crítica entre microempresas com 33% das respostas. Já a acurácia das respostas é fator de interesse no setor de startups e médias empresas, sendo citada por 28% de ambas. Fica claro que que confiabilidade, capacitação e qualidade de dados precisam estar na estratégia para que a IA gere valor de forma consistente.
Colaboração e formação técnica
Além dos números, grupos focais levantaram necessidades práticas, como metodologias para identificar oportunidades de uso, exemplos aplicados ao contexto de PMEs e suporte consultivo. “As PMEs e startups estão ansiosas para inovar com IA, mas a jornada é complexa e exige mais do que apenas tecnologia. Isso tudo requer acesso a um suporte técnico especializado e consultivo”, afirmou em comunicado Marcelo Pereira, diretor de vendas para PMEs na Dell Technologies. Ele reforça que empresas menores precisam garantir retorno sobre cada investimento para acelerar a transformação digital sem desperdícios.
Do lado do Instituto Caldeira, a aposta recai sobre colaboração e capacitação. “Os dados mostram que a vontade de inovar com IA já existe, mas barreiras técnicas e de confiança ainda limitam PMEs e startups. Nosso papel é conectar empresas, startups, universidades e especialistas, criando as condições para uma transformação digital acelerada e sustentável”, aponta Carolina Cavalheiro, diretora de novos negócios e comunidade do Instituto. A executiva destaca iniciativas como o Ebulição IA, parceria com a Dell e o Sebrae, e a trilha de IA e Dados do programa Geração Caldeira, voltada à formação de jovens para a nova economia.
Processos mais eficientes são a principal motivação para o uso de IA, citada por 84% das médias empresas, 79% das startups e 71% das micro e pequenas. Para superar os desafios, 50% das médias e 44% das micro e pequenas afirmam estar investindo na qualidade dos dados, enquanto 49% das startups concentram esforços em garantir escalabilidade. Para Pereira, o momento carrega uma oportunidade única: “A IA pode não ser o seu produto, mas ela vai impulsionar o seu propósito. É a maior reinvenção tecnológica das últimas décadas. Para PMEs e startups, este é o momento de ser pioneiro, se destacando na adoção e integração da IA, pois o impacto para o negócio será imenso e a vantagem competitiva para quem se mover agora será decisiva”.






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