
A inteligência artificial generativa já é tratada como peça-chave para transformar a produtividade e o engajamento no ambiente corporativo. Segundo a série global “Work Reborn“, conduzida pela Lenovo com cerca de 600 líderes de TI, mais de 80% dos entrevistados acreditam que a tecnologia tem potencial para aprimorar colaboração, criatividade e eficiência.
Os três primeiros relatórios da série (Igniting Real Workplace Transformation, Reinventing Workplace Productivity e Reinforcing the Modern Workplace) mostram que a automação é vista como um ponto estratégico: 79% dos executivos afirmam que a inteligência artificial pode liberar equipes para tarefas de maior impacto, enquanto 51% colocam o aumento da produtividade como prioridade central de suas estratégias. Ainda assim, construir uma experiência digital engajadora segue como ponto crítico. Metade dos líderes vê esse objetivo como essencial, mas apenas um terço avalia que seus ambientes digitais atuais realmente sustentam o engajamento desejado.
O dado traz um alerta em um momento em que 81% dos entrevistados priorizam locais de trabalho mais produtivos, embora menos da metade considere que suas plataformas digitais entregam esse resultado. Em termos de maturidade, 39% das organizações já estão em processo ativo de transformação digital, enquanto 36% ainda planejam os primeiros passos, mostrando que as jornadas estão marcadas por desigualdades internas.
Ameaças mais complexas
A percepção de oportunidade também se reflete na área de cibersegurança. Em estudo complementar, a Lenovo identificou que 78% dos líderes de TI reconhecem que suas defesas não estão preparadas para ataques potencializados por IA, e 90% acreditam que o uso da tecnologia por criminosos tornará as ameaças mais difíceis de identificar. Ao mesmo tempo, 60% veem na própria IA uma aliada estratégica para reforçar a proteção de dados.
Para Valério Mateus, Gerente Geral de Serviços e Soluções da Lenovo na América Latina, há caminhos para melhorar a produtividade. Em nota, ele detalhou que “oferecer personalização e flexibilidade no uso de dispositivos e aplicativos é essencial para garantir um ambiente de trabalho mais produtivo e engajador. Também defendemos a adoção responsável da inteligência artificial generativa: as organizações precisam incorporar essas ferramentas de forma ética e segura, para que a tecnologia realmente impulsione a produtividade e a inovação”.
Competências e governança puxam a evolução
Transformar visão estratégica em resultados concretos depende de competências técnicas fortes, gestão eficiente da mudança e cultura organizacional madura. “É importante reconhecer que nem todas as empresas estão no mesmo estágio dessa jornada. A maturidade digital deve ser construída passo a passo, com avanços consistentes e sustentáveis”, afirmou Mateus.
O executivo orienta que a transformação digital exige visão integrada e planejamento amplo, capaz de antecipar desafios como capacitação, integração tecnológica e alinhamento institucional. Desta forma cada etapa da jornada passa a contribuir de forma efetiva para um ambiente de trabalho mais conectado, produtivo e resiliente.






Sem comentários registrados