
A estrutura de remuneração no mercado de trabalho brasileiro já está sendo impactada pela inteligência artificial, é o que aponta o levantamento do Infojobs. Com base em dados de 2025, o estudo mostra que funções com foco em IA pagam acima da média de cargos tradicionais, refletindo a alta demanda por competências técnicas e analíticas. A tendência é de intensificação da disputa por talentos ao longo de 2026.
Especialistas lideram a faixa salarial entre os níveis hierárquicos, com médias próximas de R$ 10 mil. Essas posições concentram atividades em ciência e engenharia de dados, automação e aplicações avançadas de IA, áreas diretamente ligadas à geração de valor estratégico a partir de dados.
Remuneração cresce em diferentes níveis hierárquicos
No nível de analista (que reúne o maior volume de vagas com foco em IA) a média salarial gira em torno de R$ 5.100,00. São profissionais que operam na interseção entre tecnologia e negócio, aplicando soluções inteligentes para ganho de eficiência e apoio à tomada de decisão. Já funções operacionais que incorporam ferramentas baseadas em IA no cotidiano apresentam remuneração média de R$ 3.800,00, indicando que o impacto da tecnologia se estende a diferentes camadas organizacionais.
Cargos de assistente e encarregado registram salários próximos de R$ 4 mil, enquanto trainees alcançam cerca de R$ 5 mil. Estágios nas áreas de tecnologia, marketing e dados têm média aproximada de R$ 2 mil, reforçando que a qualificação em IA já influencia a trajetória profissional desde o início da carreira.
Habilidades em IA elevam renda
Segundo comunicado de Patricia Suzuki, CHRO da Redarbor Brasil (grupo responsável pelo Infojobs), a valorização salarial “está diretamente ligada à escassez de profissionais já preparados e à capacidade de transformar dados e tecnologia em decisões estratégicas para o negócio”. Para a executiva, a inteligência artificial amplia oportunidades em diferentes estágios da carreira, desde que haja investimento consistente em capacitação.
Estudos de mercado corroboram o movimento. Pesquisa da PwC aponta que profissionais com habilidades em IA e análise de dados podem receber até 25% a mais do que colegas sem essas competências. Já levantamento da Mercer indica que empresas em transformação digital revisam estruturas de remuneração para atrair e reter talentos estratégicos em tecnologia e dados.
Com base nos dados consolidados, a projeção para 2026 é de que a qualificação em IA impacte diretamente empregabilidade e renda. Patrícia reforça a importância da combinação de conhecimento técnico, visão de negócio e capacidade analítica: “essa combinação se tornou um diferencial competitivo, e com a consolidação da inteligência artificial como ferramenta facilitadora do dia a dia e das ações, fica evidente a necessidade de ter pessoas que estejam aplicando essa tecnologia de forma consciente em suas atividades”.






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