Foto: Zbynek Burival/Unsplash

A combinação entre descarbonização acelerada e aumento expressivo do consumo de energia já redefine as bases do setor elétrico global. Esse é o panorama apresentado pela Schneider Electric no estudo “Back to 2050” divulgado pelo Schneider Electric Sustainability Research Institute, que projeta redução de 50% nas emissões globais de carbono até 2030. No mesmo horizonte ampliado, o International Energy Agency estima, no relatório “World Energy Outlook 2024”, que a geração nas redes precisará crescer 61% entre 2023 e 2040, um salto que tensiona infraestrutura, governança e modelos de investimento.

O movimento ocorre em meio a três fatores simultâneos: expansão das renováveis, eletrificação de processos produtivos e digitalização do consumo. A IEA calcula que a capacidade de fontes intermitentes deve triplicar até 2030, ampliando o desafio de integração aos sistemas. Já o Regulatory Assistance Project aponta que até 2035 cerca de 90% do calor industrial poderá ser eletrificado com tecnologias em desenvolvimento, sinalizando mudança estrutural na matriz energética e maior demanda por energia limpa e estável.

Transição energética

No consumo final, a digitalização adiciona complexidade operacional. A European Distribution System Operators projeta que, até 2030, 80% da energia utilizada em residências será em corrente contínua, refletindo a difusão de equipamentos eletrônicos, geração distribuída e soluções conectadas. O novo desenho do setor exige redes mais flexíveis, inteligentes e resilientes, capazes de lidar com fluxos bidirecionais e perfis de carga mais dinâmicos.

Para Rafael Segrera, presidente da Schneider Electric para a América do Sul, a transição energética se consolida como agenda industrial e econômica. Em nota ele destacou que um “estudo realizado em parceria com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) sinaliza que o Brasil pode triplicar sua capacidade de geração elétrica até 2050, com 95% dessa expansão baseada em fontes renováveis. A transição energética só será bem-sucedida se combinar inovação tecnológica, sustentabilidade e impacto social positivo”.

O estudo realizado em parceria com o MDIC pode ser acessado neste link.

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