Foto: Reprodução/Freepik/Divulgação

A presença da tecnologia digital na rotina dos brasileiros é maior a cada dia. Dados da 35ª edição da “Pesquisa do Uso da TI”, elaborada pelo Centro de Tecnologia de Informação Aplicada da Fundação Getulio Vargas (FGVcia), mostram que o país alcançou 258 milhões de smartphones ativos, volume superior à população estimada em 203 milhões de habitantes pelo IBGE. O resultado mostra o papel dos dispositivos móveis como principal plataforma de acesso a serviços, comunicação, trabalho e entretenimento.

O levantamento indica que o Brasil mantém uma média de 1,2 smartphone por pessoa. Quando notebooks e tablets são incluídos na conta, o total chega a 384 milhões de equipamentos portáteis em operação, equivalente a 1,8 dispositivo por habitante. Considerando também os computadores de mesa, o parque tecnológico nacional alcança 480 milhões de aparelhos digitais, média de 2,2 equipamentos por brasileiro.

O crescimento da base instalada de dispositivos tem reflexos diretos em diferentes segmentos da cadeia tecnológica. Entre eles está o mercado de acessórios, especialmente o de carregadores portáteis. A ampliação do uso de smartphones, notebooks e tablets elevou a necessidade de soluções voltadas à autonomia energética, impulsionada pela dependência crescente desses equipamentos em atividades profissionais, educacionais e de lazer.

Trabalho híbrido mantém força dos notebooks

Embora a digitalização siga avançando, a pesquisa aponta sinais de estabilidade no mercado tradicional de computadores. Segundo a FGVcia, foram vendidos 12 milhões de PCs no último ano, resultado 3% inferior ao registrado no período anterior.

A desaceleração, no entanto, não altera a mudança estrutural observada no perfil de consumo. O modelo de trabalho híbrido continua sustentando a demanda por notebooks, que permanecem como a principal categoria de crescimento dentro do segmento de computação pessoal. A mobilidade e a flexibilidade operacional continuam determinantes para empresas e consumidores.

Ao mesmo tempo, as projeções indicam que os smartphones devem ampliar sua liderança nos próximos anos. A convergência de funções em um único equipamento e a busca por praticidade fortalecem a preferência por dispositivos móveis capazes de reunir comunicação, produtividade e entretenimento.

Inteligência artificial amplia presença no cotidiano

A edição mais recente do estudo também marca um novo capítulo no monitoramento do comportamento digital dos brasileiros. Pela primeira vez em 35 anos, a pesquisa avaliou o uso de ferramentas de inteligência artificial generativa pela população.

Os resultados mostram uma rápida disseminação dessas plataformas no país. O ChatGPT aparece como o chatbot mais utilizado pelos brasileiros, consolidando sua liderança no segmento. Na sequência, Google Gemini e Microsoft Copilot figuram entre as principais soluções em expansão, refletindo o crescimento do interesse por assistentes virtuais baseados em IA.

O avanço dessas ferramentas acompanha uma transformação mais ampla do ambiente digital brasileiro. Com uma população cada vez mais conectada e equipada com múltiplos dispositivos, a inteligência artificial passa a integrar atividades cotidianas, influenciando desde pesquisas e estudos até processos corporativos e tomada de decisão.

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