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O Brasil alcançou 84,6 pontos no Índice de Desenvolvimento das TICs (IDI) 2026, elaborado pela União Internacional de Telecomunicações (UIT). A pontuação supera a média mundial, de 79 pontos, e coloca o país entre as economias com melhores resultados em infraestrutura, acesso e uso de tecnologias digitais.

O levantamento avaliou 159 países e utiliza a metodologia adotada pela UIT desde 2023. Na comparação com a primeira edição baseada nesse modelo, o Brasil também apresenta crescimento. A pontuação saiu de 81,9 em 2023 para os atuais 84,6 pontos.

O resultado mostra uma evolução gradual da conectividade no país. Ao mesmo tempo, os números reforçam um desafio que ainda envolve a expansão das redes: levar acesso de qualidade para regiões e públicos que continuam enfrentando limitações de infraestrutura.

5G e conexão nas escolas

A expansão das redes de telecomunicações tem sido acompanhada por políticas voltadas à inclusão digital. O 5G já chegou a mais de 1,5 mil municípios, incluindo todas as capitais brasileiras, e há um trabalho para ampliar a cobertura 4G em áreas rurais e localidades de difícil acesso.

Na educação, a Estratégia Nacional de Escolas Conectadas já levou internet a 102.839 das 138.086 escolas públicas de educação básica, o equivalente a 74,5% do total. Segundo os dados apresentados pelo Ministério das Comunicações, 962 municípios já contam com todas as escolas conectadas.

A iniciativa tem previsão de R$ 6,5 bilhões em recursos do Novo PAC. A proposta é ampliar a infraestrutura de conectividade e criar condições para que a internet seja utilizada de forma mais efetiva no ambiente escolar.

Outra fonte de recursos para a expansão das redes é o Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (Fust). Entre 2022 e 2025, o mecanismo viabilizou R$ 4,2 bilhões em investimentos em projetos de conectividade. Os recursos foram direcionados para iniciativas envolvendo redes de fibra óptica e atendimento a municípios, residências, comunidades e escolas.

Fibra óptica pelos rios da Amazônia

Na região amazônica, a estratégia de expansão da conectividade também passa por uma solução adaptada à geografia local. O programa Norte Conectado prevê aproximadamente 13 mil quilômetros de cabos de fibra óptica instalados pelos rios da região.

A infraestrutura deve atender cidades, escolas, unidades de saúde, universidades, órgãos públicos, empresas e comunidades. A iniciativa busca ampliar a capacidade das redes em uma área onde a instalação de infraestrutura terrestre enfrenta desafios logísticos e geográficos.

Em nota, o ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho, destacou que “o Brasil avançou de forma consistente na construção de uma infraestrutura digital capaz de atender às necessidades da população e da economia. Estar acima da média mundial mostra que estamos no caminho certo, mas também aumenta a nossa responsabilidade. O próximo passo é garantir que esse avanço chegue a todos os brasileiros, com qualidade, velocidade e condições cada vez melhores de acesso”.

Apesar de estar com uma média acima da mundial no IDI, o Brasil ainda tem o desafio de transformar a expansão da infraestrutura em conectividade mais uniforme, com maior velocidade, qualidade e capacidade de rede.

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