Veículo elétrico
Foto: Smart-me AG/Pexels

No Brasil as vendas de veículos leves eletrificados em 2026 já iniciaram com 23.706 emplacamentos em janeiro, o que representa 15% das 162.484 unidades vendidas no país no período. O volume é 88% superior ao registrado em janeiro de 2025, indicando uma aceleração interessante da demanda por tecnologias de menor emissão. Na comparação com dezembro, houve recuo de 30%, movimento associado à sazonalidade e ao recorde histórico observado no fechamento de 2025, segundo a Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE).

Os modelos com recarga externa, elétricos a bateria (BEV) e híbridos plug-in (PHEV), responderam por 10% da participação no mercado total de leves, patamar inédito na série histórica da entidade. Frente a janeiro de 2025, os plug-in avançaram mais de 60%, com destaque para os elétricos puros, que cresceram 123% na mesma base comparativa.

Ricardo Bastos, presidente da ABVE, explicou em nota que “o bom desempenho dos eletrificados reflete o amadurecimento do ecossistema da eletromobilidade no país. Esse amadurecimento envolve não apenas a ampliação do portfólio de modelos disponíveis, mas avanços na infraestrutura de recarga, mais familiaridade do consumidor com as novas tecnologias e estratégias mais criativas das montadoras no mercado nacional”.

Mercado avança além do nicho

Os híbridos sem recarga externa (HEV e HEV Flex), aqueles que somente se alimentam da energia gerada pelo próprio veículo, chagaram a 4% das vendas totais de veículos leves e a 29,8% do universo de eletrificados. Os micro-híbridos (MHEV), que desde 2025 não integram a classificação de eletrificados da ABVE Data, somaram 3.685 unidades em janeiro. Deste número, 69% correspondem a sistemas 12V e 31% a 48V.

Regionalmente, o Sudeste concentrou 47% das vendas de eletrificados, seguido pelo Nordeste com 18,8%. A capital paulista é a cidade com maior volume de vendas, representando 12,1% do total nacional de veículos eletrificados, sendo seguida por Brasília com 8,2% e Belo Horizonte com 4,4%.

“Os veículos eletrificados deixaram de ser um nicho para ocupar um espaço cada vez mais relevante no mercado automotivo brasileiro, sinalizando um ano que deve consolidar novos patamares de participação e volume para o setor”, concluiu Bastos.

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