Confiança dos brasileiros na saúde digital
Foto: StockSnap/Pixabay

A saúde digital já é uma realidade no Brasil e está transformando a forma como pacientes interagem com instituições médicas. Segundo a pesquisa global The State of Customer Communications 2025, conduzida pela Sinch, 69% dos brasileiros se sentem confortáveis em compartilhar sintomas ou condições de saúde com soluções de inteligência artificial se isso significar um atendimento mais rápido. O índice está muito acima da média global, de 41%, e demonstra a confiança crescente do país em tecnologias inteligentes.

O estudo aponta ainda que 65,7% dos brasileiros aceitariam usar chatbots para agendar consultas médicas e 57,1% confiariam na IA para esclarecer dúvidas sobre cuidados preventivos. Além disso, 65,4% estariam confortáveis em interagir com chatbots desenvolvidos diretamente por seus provedores de saúde. Outro dado relevante é que 69% dos pacientes desejam receber mensagens personalizadas com orientações específicas às suas necessidades.

Tecnologia com resultado

Segundo Mario Marchetti, diretor-geral da Sinch para a América Latina, o movimento reflete uma mudança cultural. “A confiança do paciente na era digital não é um dado adquirido, é uma conquista baseada em valor. Os brasileiros mostram que estão dispostos a dialogar com a tecnologia, desde que ela entregue resultados concretos, como menos espera, mais clareza e respostas no canal certo, na hora certa”, afirmou em nota o executivo.

A automação também se mostra decisiva para a eficiência do setor. A pesquisa revela que 73,9% dos brasileiros consideram úteis os lembretes automatizados sobre consultas, receitas e rotinas de cuidados médicos. Sem esses recursos, 47,5% dos pacientes admitem que poderiam perder consultas, fato que impacta diretamente na receita e na organização das instituições de saúde.

Confiança na IA cresce

Os canais digitais já são preferidos por grande parte da população. De acordo com o levantamento, 41,6% dos brasileiros querem receber atualizações de saúde por aplicativos como WhatsApp e Messenger. Esse comportamento evidencia que os canais de mensagem deixaram de ser apenas convenientes e estão se consolidando como um novo padrão de cuidado digital.

Para Marchetti, o caminho está claro: a IA que gera mais valor será aquela que resolve pontos críticos como espera e fragmentação de informações. “Quando isso acontece, a eficiência se transforma em confiança — e o cuidado em experiência”, conclui.

A pesquisa da Sinch ouviu 2.800 consumidores em 12 países e mais de 1.600 líderes de negócios em quatro setores (Finanças, Saúde, Varejo e Tecnologia). No Brasil foram 257 entrevistas.

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