
A escalada dos ataques cibernéticos, cada vez mais sofisticados e direcionados, tem ampliado a pressão sobre empresas e governos para reforçar suas estratégias de proteção digital. O impacto dos ataques afeta continuidade dos negócios, conformidade regulatória e confiança de clientes e parceiros. De olho nesse desafio, o Centro de Competência Embrapii em Segurança Cibernética (CISSA), operacionalizado pelo CESAR, abre uma nova chamada de inovação voltada a startups. A iniciativa busca estimular o desenvolvimento de soluções tecnológicas avançadas em segurança digital, com submissões abertas até 30 de abril.
A chamada é direcionada a startups com atuação em cibersegurança ou com soluções intensivas em tecnologia aplicáveis ao tema. Os projetos podem ser desenvolvidos de forma colaborativa, envolvendo outras startups, empresas demandantes ou entidades representativas, com foco em Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I). A proposta é ampliar a capacidade nacional de resposta a ameaças digitais por meio da combinação entre pesquisa aplicada e desenvolvimento de soluções escaláveis.
“A cibersegurança exige respostas ágeis e baseadas em ciência profunda (deep science). Com esta chamada de inovação aberta, queremos unir a velocidade e a criatividade das startups à nossa robusta infraestrutura de pesquisa e excelência técnica. Nosso papel é atuar como um catalisador, transformando desafios complexos em soluções tecnológicas viáveis e escaláveis para o mercado”, destacou em nota Georgia Barbosa, Gerente Executiva do CISSA.
Infraestrutura e mentoria acompanham projetos
O modelo de apoio prevê acompanhamento técnico e acesso à infraestrutura do CISSA conforme o nível de maturidade tecnológica (TRL) das propostas. Iniciativas em estágios iniciais recebem suporte mais intensivo na estruturação conceitual e validação de hipóteses, enquanto projetos em fases mais avançadas contam com apoio direcionado à experimentação, desenvolvimento de provas de conceito e construção de produtos mínimos viáveis em ambientes relevantes.
Embora aberta a diferentes abordagens dentro do campo da segurança digital, a seleção prioriza projetos alinhados a quatro frentes estratégicas: gestão de identidade e acesso, proteção e privacidade de dados, inteligência de ameaças cibernéticas e aspectos legais, éticos e comportamentais. O processo avaliativo também favorece iniciativas com potencial de impacto sistêmico e colaboração em rede, especialmente aquelas que envolvam articulação com setores produtivos e múltiplos atores do ecossistema de inovação.






Sem comentários registrados