Hitachi Vantara
Foto: Divulgação

A Hitachi Vantara apresentou projeções estratégicas e de mercado para 2026 que refletem um ano marcado por maior pressão por práticas sustentáveis em data centers e pela necessidade de arquiteturas mais eficientes para suportar o avanço da inteligência artificial.

O próximo ano deve trazer transformações importantes em um cenário em que a demanda por infraestrutura de dados deve ser ainda mais alta. Entre os principais pontos nas decisões estratégicas estão a inteligência artificial responsável, eficiência energética e soberania de dados.

Simon Ninam, VP de estratégia de negócios da companhia, apontou em comunicado que a conscientização sobre o impacto ambiental dos data centers deve movimentar o mercado em busca de práticas sustentáveis. Ele destaca que “o ano de 2025 marcou uma mudança dramática na conversa pública sobre os centros de dados. As pessoas começaram a entender as necessidades de energia, sustentabilidade, recursos hídricos, dissipação de calor e os impactos nas comunidades. Isso levou a regras e regulamentações mais fortes”.

A conversa em torno de sustentabilidade ganhará mais espaço, com as empresas buscando estratégias responsáveis para dados, como o movimento “IA para o bem”. E a sustentabilidade terá um papel relevante também nos custos, já que entre 20 e 40% dos gastos operacionais dos centros de dados são com consumo de energia.

Dados de qualidade e arquiteturas otimizadas

No campo da IA, a Hitachi Vantara aponta uma reavaliação dos investimentos, com foco ampliado em ROI e no uso de arquiteturas otimizadas para GPUs. A soberania de dados, tratada como prioridade estratégica, exige infraestrutura localizada e equipes com expertise regional, impulsionando novos ecossistemas digitais. A migração crescente do processamento para a borda (Edge AI) aparece como resposta à demanda por decisões em tempo real.

A IA agêntica deve continuar transformando os processos nos negócios, conforme comunicado de Octavian Tanase, chief product officer da empresa. O executivo explica que “Os dados continuarão a ser um tema subjacente da IA, com a necessidade de alavancar dados disponíveis na internet e a capacidade de correlacionar, aumentar e ajustar algoritmos de IA com informações proprietárias”. A qualidade dos dados, tanto públicos quanto proprietários, será determinante para a evolução dos algoritmos. Já regulamentações de IA e cibersegurança tendem a se intensificar, assim como o consumo energético dos data centers.

Para 2026, é recomendado que empresas priorizem a reestruturação das arquiteturas para trabalho com IA, focando na resiliência cibernética, desempenho e escalabilidade. Tanase finaliza recomendando “para as empresas que buscam modernizar a IA em 2026, aconselhamos a adoção de sistemas que permitam a consolidação de aplicativos, sistemas densos e baseados em tecnologia flash para economia de energia e espaço, e a priorização de tecnologias abertas”.

Sem comentários registrados

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *