CEOs tecnologia e telecomunicações
Foto: TungArt7/Pixabay

Uma pesquisa recente da KPMG indica um cenário de maior confiança entre líderes de empresas de tecnologia e telecomunicações. Segundo o levantamento, 83% dos CEOs do setor avaliam positivamente as perspectivas de crescimento, índice que representa um avanço de 12 pontos percentuais em relação a 2024. Nesse contexto, a inteligência artificial consolida sua posição como ponto estratégico com 71% dos executivos colocando a IA como prioridade de investimento e 62% já projetam impactos diretos da tecnologia nas operações corporativas.

O estudo também detalha os desafios associados à adoção da IA. A expectativa de retorno financeiro em até três anos é compartilhada por 84% dos respondentes, enquanto 64% destacam questões éticas como um dos principais entraves. A qualidade e a disponibilidade de dados aparecem como barreira para 59% dos CEOs, ao passo que 57% ressaltam a importância de comunicar de forma clara os efeitos da inovação sobre as funções internas. Além disso, quase metade dos líderes (46%) reconhece a necessidade de apoio de especialistas externos para viabilizar a integração e a atualização das soluções de IA.

Compromissos com a sustentabilidade

Para Felipe Catharino, sócio líder de tecnologia, mídia e telecomunicações da KPMG no Brasil, o avanço da inteligência artificial no setor ocorre em ritmo acelerado. “Hoje, temos alguns resultados desta transformação digital que pode mudar o relacionamento com os negócios no futuro. O uso da IA está crescendo nas organizações, pois é uma forma estratégica de automatizar os processos, além de contribuir para um trabalho transversal e inovador com outras áreas da companhia”, Felipe descreveu em nota.

Além da agenda digital, a sustentabilidade aparece como um ponto cada vez mais presente na estratégia corporativa. O levantamento aponta que 62% dos CEOs já incorporaram o tema aos negócios com visão de longo prazo, enquanto 53% priorizam a conformidade com critérios ESG e a produção de relatórios para atender investidores e reguladores. Outros 45% afirmam estar plenamente comprometidos com iniciativas voltadas à redução dos impactos das mudanças climáticas.

Na avaliação de Felipe, os executivos vêm revisando suas abordagens em relação à transição energética e reconhecem a sustentabilidade como um elemento estratégico permanente. Ele destaca ainda que “a divulgação dos relatórios financeiros sobre sustentabilidade, também está no radar das organizações e elas podem utilizar a visibilidade dos dados solicitados por órgãos reguladores para atrair investidores“.

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