Foto: Fauxels/Pexels

O novo “2025 Global CEO Outlook” da KPMG acende um alerta sobre o grau de incerteza global, mas mostra que as lideranças corporativas seguem confiantes e alinhando estratégia a dois fatores que já são tratados como prioridade: inteligência artificial e qualificação de talentos.

Mesmo com a confiança na economia mundial em queda ao menor nível em cinco anos, 79% dos CEOs mantêm otimismo sobre seus próprios negócios e 71% ampliam investimentos simultâneos em IA e capacitação. Quando se trata de crescimento, 72% já revisaram estratégias frente às pressões geopolíticas, tecnológicas e regulatórias. A previsão majoritária é de aumento de receita e força de trabalho nos próximos três anos, puxada por uma visão mais imediata de retorno em IA. Dos entrevistados, 67% esperam resultados em até três anos, ritmo bem mais acelerado que em 2024. A leitura, destaca a KPMG, é de que o avanço dos agentes de IA e da automação aplicada abre novas frentes de eficiência operacional.

A pesquisa indica ainda que CEOs buscam agilidade decisória, gestão ativa de riscos e maior transparência interna como competências críticas para navegar o cenário volátil. A resiliência é vista como condição estratégica indo da segurança cibernética aos impactos da IA no trabalho, passando por ESG, a pressão por governança robusta ganha força. Cibersegurança (39%), compliance regulatório (36%) e integração de IA (34%) estão no topo das preocupações que moldam investimentos.

Regulação e talentos em destaque

No campo tecnológico, o movimento é claro: 69% das empresas destinarão entre 10% e 20% do orçamento à IA no próximo ano. A confiança acompanha o ritmo de adoção, já que 74% acreditam estar preparadas para acompanhar a evolução tecnológica. Porém persistem desafios em ética, prontidão dos dados e regulação, que 69% dos líderes veem como barreira ao progresso.

A disputa por talentos especializados também figura entre os tópicos. Sete em cada dez CEOs temem que a falta de profissionais em IA limite o crescimento, e a resposta tem sido reorganizar carreiras, reter perfis estratégicos e acelerar a requalificação interna. O impacto geracional e o envelhecimento da força de trabalho são fatores que estão movimentando todos os setores com 88% vendo influência direta dessas mudanças em cultura e atração de talentos.

IA como aliada do ESG

No ESG, o otimismo cresce. 61% afirmam estar no caminho para cumprir metas de net zero até 2030, índice bem acima do registrado um ano antes. A complexidade das cadeias de suprimentos e a falta de competências especializadas seguem como barreiras, mas a IA desponta como aliada, indo de relatórios mais precisos à eficiência energética. Mesmo assim, apenas 29% integram sustentabilidade de forma plena às decisões de capex.

O estudo, que ouviu 1.350 CEOs de 11 mercados e 12 setores, reforça que diante de um ambiente permanentemente em mudança, quem equilibra inovação e responsabilidade tende a aproveitar novas oportunidades e construir resiliência de longo prazo.

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