Suelen Scorsin, Líder de Cidadania Corporativa na Kyndryl Brasil
Suelen Scorsin, Líder de Cidadania Corporativa na Kyndryl Brasil. Foto: Divulgação

A terceira edição do “Global Sustainability Barometer“, conduzida pela Ecosystm e encomendada por Kyndryl e Microsoft, revela que organizações que integram sustentabilidade ao core do negócio (alinhando estratégia, pessoas e tecnologia) estão ampliando a competitividade e gerando valor que pode ser medido. O estudo, realizado com 1.286 líderes empresariais de 20 países, indica que a IA preditiva e os Agentes de IA já são vistos como fatores para transformar dados em ação e acelerar resultados ambientais.

Para Suelen Scorsin, Líder de Cidadania Corporativa na Kyndryl Brasil, as empresas estão gerando impacto real. Ela explicou em comunicado que tem visto “mais líderes conectando políticas, pessoas e propósito – abraçando insights tecnológicos e Agentes de IA – para gerar impacto e não apenas relatar sobre sustentabilidade. No Brasil, vemos um avanço no alinhamento entre TI e sustentabilidade, mas ainda há espaço para ampliar o uso de IA como motor de decisões ambientais, já que apenas 23% das organizações utilizam IA de forma centralizada para esse fim”.

Uso estratégico de IA ainda é limitado

No Brasil, o cenário tem ganhado ganha força, mas ainda há entraves. Embora 88% das organizações tratem sustentabilidade como prioridade estratégica e 92% relatem forte alinhamento entre TI e ESG, apenas 10% incorporaram o tema ao núcleo do negócio. A adoção de inteligência artificial avança de forma desigual: 37% das empresas implantaram Agentes de IA para sustentabilidade e 57% esperam impactos significativos nos próximos três anos, mas só 23% utilizam IA de forma centralizada para decisões ambientais.

O uso de dados ainda é tímido, uma vez que quase 80% dos entrevistados monitoram métricas ambientais mas só 48% as convertem em decisões estruturantes. Porém o cenário vem melhorando e Ricardo Davila, GM da Enterprise Partner Solutions da Microsoft, citou em comunicado ver um futuro transformador. Para o executivo, o estudo “mostra que mais da metade das principais organizações agora utiliza IA preditiva para antecipar e agir diante dos desafios de sustentabilidade – em vez de apenas rastrear e analisar – tornando a inteligência voltada para o futuro central da estratégia de sustentabilidade”.

Evolução da sustentabilidade

O estudo também mostra que equipes de TI estão assumindo um protagonismo, 42% destes times já impulsionam ações de sustentabilidade em toda a empresa, quase o dobro do observado em 2024. Entre os motivadores, redução de custos (57%) e alinhamento com valores da liderança (48%) puxam a agenda. A principal barreira continua sendo a dificuldade de medir o ROI, que aparece com 57%. Para a Ecosystm, a combinação entre IA preditiva e IA agêntica cria um ciclo fechado onde estratégia e execução se conectam, antecipando riscos e respondendo em tempo real.

Os resultados convergem com o “Relatótio de Prontidão Kyndryl” de 2025 (disponível em inglês neste link), que mostra que 27% das empresas que modernizam TI colhem benefícios diretos em sustentabilidade, incluindo eficiência, segurança e inovação. O movimento indica que a sustentabilidade deixou de ser apenas uma pauta de compliance e já se torna uma capacidade operacional orientada por dados, com potencial para redefinir métricas de competitividade.

O estudo completo (em inglês) pode ser visto neste link.

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