Marcos Lacerda, presidente da SUSE na América Latina. Foto: Divulgação/SUSE

No setor público, as ferramentas digitais que sustentam atividades críticas precisam operar com alta disponibilidade, previsibilidade e capacidade de escalar diante de picos simultâneos de acesso. À medida que órgãos de controle ampliam o uso de sistemas digitais para auditorias, análises técnicas e ações de combate a fraudes, a robustez da infraestrutura tecnológica precisa estar adequada.

É nesse contexto que o Tribunal de Contas da União (TCU) adotou a plataforma SUSE Rancher Prime como base para a orquestração de seus sistemas. A iniciativa visa modernizar da infraestrutura digital do órgão, ao buscar maior controle operacional e redução de riscos em ambientes distribuídos e de missão crítica.

A solução permite centralizar a gestão de aplicações em contêineres, tanto em infraestrutura própria quanto em ambientes de nuvem, seguindo o padrão Kubernetes. Hoje, o TCU opera um ambiente em larga escala sustentado por mais de 564 microsserviços em produção, apoiado por uma arquitetura baseada em microsserviços e código aberto.

Arquitetura aberta com alto desempenho

Segundo comunicado de Paulo Henrique Leal, Auditor Federal de Controle Externo do Serviço de Infraestrutura de Aplicativos do TCU, a escolha esteve diretamente ligada à estratégia de evitar dependência tecnológica. “Uma das nossas maiores preocupações era ficar preso a um único fornecedor de gerenciamento de contêineres. Por isso, buscamos uma solução de código aberto que seguisse de perto o Kubernetes padrão. O Rancher atendeu aos nossos requisitos e foi altamente recomendado por uma grande e ativa comunidade de usuários”, afirmou.

Com a padronização da operação em data center próprio e a centralização da gestão em contêineres, o impacto de falhas pontuais foi reduzido e os ganhos se refletiram diretamente na eficiência do dia a dia. O acesso a métricas em tempo real ampliou a visibilidade e acelerou a tomada de decisão, refletindo em ciclos de entrega até 99% mais rápidos e permitindo que atualizações e novos recursos fossem disponibilizados em poucas horas.

IA no setor público

Um dos destaques é o ChatTCU, aplicativo de inteligência artificial generativa desenvolvido para apoiar os colaboradores do órgão. Treinada com conhecimento interno (como jurisprudência, processos e políticas de recursos humanos), a solução permite consultas em tempo real e amplia o acesso à informação institucional.

Marcos Lacerda, presidente da SUSE América Latina, explicou em nota que “o case do TCU mostra que os benefícios do open source não se limitam às empresas privadas. Com o apoio de uma solução corporativa e do suporte especializado da SUSE, instituições públicas também podem adotar esse modelo para modernizar seus recursos digitais com segurança, flexibilidade e liberdade tecnológica, respeitando suas necessidades organizacionais e de governança”.

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