Foto: DC Studio/Freepik

Com a aceleração da expansão da infraestrutura digital, impulsionada pelo avanço da computação em nuvem, da inteligência artificial e do processamento intensivo de dados, a eficiência energética dos data centers é um desafio estratégico para o Brasil. Pensando nisso a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) e o Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações (CPQD) anunciaram, em Campinas, o Projeto ECOS, iniciativa voltada ao desenvolvimento e validação de tecnologias para reduzir o consumo de energia e aumentar a sustentabilidade dessas estruturas críticas.

Com investimento estimado em R$ 3 milhões, o projeto articula pesquisa aplicada e inovação aberta para enfrentar gargalos técnicos do setor, como o alto gasto energético (especialmente em sistemas de resfriamento), a necessidade de redução de emissões e a exigência crescente por confiabilidade operacional. Parte dos recursos será destinada a um concurso de inovação que vai premiar startups com soluções baseadas em inteligência artificial, automação e armazenamento de energia. As tecnologias selecionadas serão testadas em ambientes reais, em parceria com empresas do setor, o que deve acelerar a maturidade e a adoção das propostas.

Inovação aplicada para eficiência

Além de estimular ganhos de eficiência, o projeto também busca ampliar o domínio tecnológico nacional em data centers, combinando capacitação, mentoria e validação prática das soluções desenvolvidas por startups. Ricardo Cappelli, presidente da ABDI, explicou em nota que “o Projeto ECOS está alinhado à estratégia da Nova Indústria Brasil (NIB) de fortalecer infraestruturas tecnológicas estratégicas para o país. Ao investir em inovação, eficiência energética e sustentabilidade em data centers, estamos criando condições para que o Brasil amplie sua competitividade na economia digital”.

O presidente do CPQD, Sebastião Sahão Junior, também destacou em nota que “o foco do projeto é a soberania nacional na área de data centers sustentáveis e inteligentes, por meio do domínio tecnológico e do fortalecimento do ecossistema de inovação brasileiro”.

A expectativa é que o ECOS contribua para reposicionar o Brasil em um mercado global cada vez mais pressionado por metas de sustentabilidade e eficiência. Ao integrar inovação, uso de fontes renováveis e monitoramento contínuo das operações, a iniciativa aponta caminhos para um modelo de crescimento digital menos intensivo em energia e mais alinhado às exigências ambientais e regulatórias.

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