Time de TI da SLC Agrícola. Foto: Divulgação

A digitalização do agronegócio brasileiro vem avançando em ritmo acelerado, impulsionada pela necessidade de maior eficiência operacional, integração de dados e adaptação às novas exigências regulatórias. A SLC Agrícola está neste caminho ao concluir a migração de seu ambiente SAP S/4HANA para a versão 2023 no modelo RISE with SAP.

O go live ocorreu em abril e marca uma nova etapa da estratégia de transformação digital da companhia, baseada na modernização da infraestrutura tecnológica e na ampliação do uso de soluções em nuvem. A iniciativa dá continuidade ao Projeto Mais Agro, programa criado para integrar processos corporativos e operacionais da empresa em uma única estrutura digital. A proposta consolidou áreas como operações agrícolas, indústria, logística, finanças, fiscal e backoffice em uma plataforma centralizada, com foco em governança, padronização e escalabilidade.

Agro preparado para a IA

Com a adoção do SAP RISE, a companhia passa a operar em um ambiente gerenciado em nuvem, modelo que amplia a previsibilidade técnica e reduz a complexidade da gestão da infraestrutura. A atualização também prepara o sistema para mudanças relacionadas à reforma tributária, além de facilitar iniciativas de automação fiscal e integração com aplicações externas.

O movimento acompanha uma tendência mais ampla do mercado agroindustrial, que vem incorporando tecnologias de analytics avançado, inteligência artificial e processamento de dados em larga escala para otimizar operações e apoiar decisões estratégicas. A modernização dos ERPs se tornou parte central dessa estratégia, principalmente em empresas que atuam em diferentes regiões e operam cadeias produtivas complexas.

Estrutura em nuvem amplia inovação

Para Rafael Rosa, CTO da SLC Agrícola, o projeto vai muito além de uma atualização técnica. Em nota ele destacou que “nossa migração para o SAP RISE não foi apenas uma troca de infraestrutura, mas a abertura de um portal para a IA nativa. Através do BTP, ganhamos a liberdade de estender o SAP e conectar as melhores agtechs do mercado de forma ágil, mantendo o nosso core intacto e pronto para o futuro”.

A nova arquitetura tecnológica permitirá ampliar a conexão com ecossistemas de agtechs e acelerar projetos voltados à inovação digital sem comprometer a estabilidade do ambiente operacional. A companhia também busca criar uma base mais flexível para suportar crescimento futuro e evolução contínua dos processos corporativos.

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