
A CPFL Energia e a TIM vão implantar uma rede privativa de comunicação, que receberá investimento de R$ 60 milhões. O objetivo é ampliar a automação da distribuição de energia com Internet das Coisas (IoT), tornando mais ágil a resposta a ocorrências na rede elétrica.
A iniciativa prevê a conexão de 65 subestações e cerca de 2.500 equipamentos inteligentes, que serão monitorados e comandados em tempo real pelos Centros de Operações Integrado (COI) da companhia em São Paulo e no Rio Grande do Sul. A estrutura atenderá aproximadamente 980 mil consumidores em uma área de 51 mil quilômetros quadrados.
“Estamos construindo a base para a próxima geração da distribuição de energia. Ao investir em uma rede própria e robusta de comunicação, damos um passo crucial para tornar nossa operação ainda mais inteligente, resiliente e preparada para os desafios da transição energética. O maior beneficiado é o cliente, que passa a contar com um sistema capaz de responder com muito mais rapidez a qualquer ocorrência”, explicou em nota Luís Henrique Ferreira Pinto, vice-presidente de Operações Reguladas da CPFL Energia.
A TIM ficará responsável pela implantação e integração da infraestrutura de telecomunicações utilizada pela CPFL. O projeto será baseado em uma rede privativa que utilizará a faixa de radiofrequência de 450 MHz, tecnologia voltada para garantir comunicação estável e segura entre os equipamentos que fazem parte das operações críticas da distribuidora. Segundo a empresa, a criação dessa infraestrutura representa um avanço na estratégia de digitalização da rede elétrica e prepara o sistema para suportar um número cada vez maior de dispositivos conectados.
Menor tempo para restabelecer a energia
Embora a nova infraestrutura funcione nos bastidores, seus efeitos devem ser percebidos pelos consumidores. Com maior conectividade entre os equipamentos da rede, a distribuidora poderá monitorar eventos em tempo real e executar manobras remotas para isolar falhas e restabelecer o fornecimento de energia com mais rapidez.
Esse modelo ganha importância principalmente durante tempestades, acidentes e outras situações que provocam interrupções no abastecimento. A expectativa é reduzir o tempo de resposta das equipes e melhorar os indicadores de continuidade do serviço. A plataforma também abre espaço para ampliar o uso de religadores automáticos, reguladores de tensão e, futuramente, viabilizar a expansão dos medidores inteligentes. A expectativa é fortalecer a digitalização da relação entre distribuidora e consumidores ao longo dos próximos anos.
Fabio Costa, vice-presidente B2B da TIM, destacou também em nota que “a CPFL é protagonista no movimento de digitalização do setor elétrico e a TIM vai contribuir para transformar essa infraestrutura em capacidade operacional para uma atividade essencial. Temos construído uma trajetória consistente de IoT no mercado corporativo, entregando eficiência, confiabilidade e escala para setores críticos”.
Projeto começa por 50 municípios
Na primeira etapa, aproximadamente 2.500 equipamentos serão conectados em cerca de 50 municípios das áreas de concessão da CPFL nos estados de São Paulo (regiões de Franca, Miguelópolis, Sorocaba e Ibiúna) e Rio Grande do Sul (regiões de Uruguaiana, Alegrete, Itaqui, São Borja e Santa Maria).
A escolha dessas localidades levou em consideração áreas onde a comunicação entre os equipamentos de campo precisa ser reforçada para acelerar o atendimento das ocorrências e melhorar os indicadores de duração e frequência das interrupções de energia (DEC e FEC).
A conclusão da implantação está prevista para 2029. A infraestrutura foi dimensionada para crescer junto com a expansão da rede elétrica e poderá conectar até 50 mil dispositivos simultaneamente no futuro.






Sem comentários registrados