
O Centro Universitário FEI iniciou uma nova frente de pesquisa em inteligência artificial para a área da saúde. Em parceria com a FAPESP, a instituição vai desenvolver uma tecnologia capaz de analisar imagens de tomografia e informações clínicas para identificar com mais precisão a composição de cálculos renais.
A iniciativa busca enfrentar uma dificuldade comum no diagnóstico da doença. Hoje, a identificação detalhada das pedras pode exigir exames de alto custo, procedimentos demorados ou até a análise do material depois da retirada cirúrgica. A proposta da pesquisa é antecipar essas informações e ajudar médicos a definir o tratamento mais adequado.
Projeto aprovado pela FAPESP
O estudo foi selecionado na Chamada Primeiros Projetos, voltada a pesquisadores de instituições paulistas que ainda não haviam liderado auxílios regulares da FAPESP. A seleção teve 85 projetos aprovados entre mais de 300 propostas apresentadas. A FEI está entre as seis instituições do Grande ABC contempladas na edição.
A Prof. Dra. Leila Bergamasco, coordenadora dos Cursos de Ciência da Computação e de Ciência de Dados e Inteligência Artificial da FEI, destacou em nota que “ter esse projeto aprovado em um edital tão disputado representa a oportunidade de liderar minha própria linha de pesquisa de forma independente logo no início da carreira. O grande diferencial e a novidade desta iniciativa é que ela viabiliza de imediato uma robusta rede de colaboração internacional que conecta a FEI, o Hospital Universitário da USP (HU-USP), a University of Alabama, nos Estados Unidos, e a Universidade de Göttingen, na Alemanha, permitindo formar uma nova equipe de orientandos sob uma chancela global”.
IA vai analisar imagens de tomografia
A pesquisa está atualmente na etapa de criação e organização da base de dados. O trabalho inclui a tramitação do projeto no Comitê de Ética em Pesquisa do HU-USP e a coleta de informações clínicas, espectrográficas e imagens de tomografia computadorizada.
Os primeiros algoritmos de inteligência artificial desenvolvidos pela FEI já estão sendo utilizados para identificar automaticamente características dos cálculos renais nas imagens médicas. A combinação dessas informações será importante para treinar e estruturar os modelos que serão utilizados nas próximas fases.
A etapa seguinte prevê a construção de uma arquitetura capaz de combinar diferentes fontes de dados. A equipe também pretende desenvolver um sistema inteligente para recomendar alternativas terapêuticas a partir das informações analisadas.
Ao final do projeto, a expectativa é criar um protótipo capaz de gerar laudos médicos automaticamente. A tecnologia poderá aproximar os resultados desenvolvidos nos laboratórios da FEI da rotina hospitalar, com potencial para tornar a identificação dos cálculos renais mais rápida e contribuir para decisões clínicas mais precisas.






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