Foto: Divulgação

O Tenda Atacado investiu cerca de R$ 2,2 milhões na instalação de um sistema de geração própria de energia solar em sua unidade de Matão, no interior de São Paulo. A estrutura tem 972 placas fotovoltaicas e potência instalada de 680 kWp.

A expectativa é que o sistema produza aproximadamente 838 mil kWh por ano. O volume deve representar cerca de 35% do consumo de energia da loja e reduzir a necessidade de compra de eletricidade de terceiros. A companhia estima deixar de gastar cerca de R$ 30 mil por mês com energia adquirida externamente. Em um ano, a economia projetada chega a R$ 360 mil.

O sistema utiliza a modalidade Grid Zero, voltada à geração de energia para consumo próprio. A escolha permite ao Tenda reduzir parte da exposição aos custos de eletricidade e, ao mesmo tempo, incorporar uma fonte renovável à operação da loja.

Mais do que uma iniciativa ligada à agenda ambiental, o projeto também funciona como uma frente de eficiência operacional. A geração própria permite acompanhar indicadores de desempenho, custos e produtividade da solução, criando uma base para avaliar possíveis aplicações em outras unidades.

Energia solar conquista espaço

O investimento ocorre em um setor brasileiro que mantém ritmo de expansão. Dados da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) mostram que a geração solar fotovoltaica aumentou 24,7% em 2025. No mesmo período, a capacidade instalada da fonte cresceu 33,7%, chegando a 64,8 GW.

A micro e minigeração distribuída já representa 7% da geração de eletricidade no país. O avanço ajuda a explicar por que empresas de diferentes setores passaram a avaliar a geração própria também pelo impacto financeiro sobre suas operações.

A relação entre sustentabilidade e resultados econômicos também aparece em pesquisas com investidores. Segundo levantamento da PwC, 66% dos investidores brasileiros consultados consideram que as empresas devem investir em questões de sustentabilidade relevantes para seus negócios, mesmo com possível redução da lucratividade no curto prazo. No país, 30% das empresas afirmam já gerar receitas a partir de investimentos relacionados ao clima.

Estratégia de longo prazo

Para José Rafael Vasquez, CEO do Tenda Atacado, a energia precisa ser analisada como parte da gestão do negócio e não apenas como uma questão ambiental.

Em nota, Vasquez explicou que “energia é um componente relevante da operação do varejo e, por isso, precisa ser tratada também sob a perspectiva de eficiência e estratégia. O investimento em Matão combina geração própria, uso de uma fonte renovável e uma gestão mais eficiente dos recursos. Ao mesmo tempo, nos permite gerar conhecimento sobre o desempenho desta solução e avaliar, com critérios técnicos e econômicos, onde ela pode fazer sentido para o futuro do Tenda. É assim que entendemos sustentabilidade: como parte das decisões do negócio e da construção de uma operação cada vez mais eficiente e preparada para o longo prazo”.

Com o projeto, o Tenda passa a usar a geração solar como uma ferramenta de gestão de custos e eficiência. A experiência de Matão também poderá servir para medir a viabilidade técnica e financeira de iniciativas semelhantes em outras operações da companhia.

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