Foto: Compagnons/Unsplash

O Sudeste concentra quase dois terços dos empregos formais de tecnologia da informação e comunicação (TIC) no Brasil. Segundo o “Relatório de Regionalização dos empregos CLT de TIC”, levantamento da Brasscom, os quatro estados da região somavam 588.943 vínculos CLT em ocupações típicas de TIC até dezembro de 2025, o equivalente a 62,5% dos 942.879 empregos formais registrados no país.

A região também apresenta a maior remuneração média do setor. O salário chega a R$ 6.802, valor 15,5% acima da média nacional das ocupações de TIC e aproximadamente três vezes superior ao salário médio de todo o mercado de trabalho brasileiro.

São Paulo concentra maior volume

São Paulo aparece com ampla vantagem no ranking estadual. O estado reúne 420.996 empregos formais de TIC, ou 44,7% de todos os postos desse tipo no país, com remuneração média de R$ 7.321.

Embora a capital concentre 54% dos empregos de TIC do estado, a atividade também se espalha por cidades como Barueri, Campinas, Osasco e Jaguariúna. A formação de profissionais acompanha essa estrutura: em 2024, São Paulo registrou mais de 42,6 mil concluintes de cursos superiores relacionados à área de tecnologia.

Minas e Rio formam segundo eixo

Minas Gerais ocupa a segunda colocação nacional, com 83.854 empregos CLT em ocupações de TIC e salário médio de R$ 4.955. Belo Horizonte, cidades do Triângulo Mineiro e o Vale da Eletrônica, no sul do estado, aparecem entre os principais pontos de concentração tecnológica.

O Rio de Janeiro vem na sequência, com 71.277 empregos formais. A remuneração média fluminense chega a R$ 6.153, a segunda maior do Brasil entre os estados. Além da capital, Niterói, Teresópolis e Petrópolis participam da rede de empresas e profissionais de tecnologia do estado.

O Espírito Santo completa o grupo, com 12.816 empregos CLT em TIC e salário médio de R$ 4.929.

Infraestrutura e formação impulsionam empregos

Roberta Piozzi, diretora de Parcerias e Projetos em Educação na Brasscom, explicou em nota que “o Sudeste combina alta densidade empresarial, presença de grandes multinacionais, parques tecnológicos e um volume expressivo de centros de ensino superior. Esses fatores contribuem para a concentração de empregos formais, a liderança salarial e a atração de projetos de maior complexidade, relacionados a áreas como inteligência artificial, computação em nuvem e desenvolvimento de sistemas”.

O estudo da Brasscom considera exclusivamente empregos formais, sob regime CLT, vinculados a ocupações caracterizadas como típicas de TIC. A lista inclui profissionais como analistas e desenvolvedores de sistemas, programadores, técnicos de redes, especialistas em infraestrutura e cientistas de dados.

Os 942.879 vínculos apontados no novo relatório representam empregos formais em ocupações diretamente ligadas à tecnologia, e não todos os trabalhadores empregados por empresas do setor.

O relatório completo está disponível neste link.

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