Foto: Olena Bohovyk/Pexels

É fato que a expansão da inteligência artificial exige investimentos em infraestrutura, processamento e equipamentos. Parte dos recursos para financiar essa transformação, porém, pode estar em ativos que já perderam espaço nas operações. Uma pesquisa da Iron Mountain mostra que a recuperação de valor de equipamentos de TI aposentados pode ajudar a bancar novos projetos de IA e reduzir a pressão sobre os orçamentos corporativos.

Segundo o relatório “The Information Supercycle: Aligning Data, Infrastructure and Capital for AI Scale”, 17% das organizações já utilizam recursos recuperados de equipamentos de TI para financiar iniciativas de IA. Outros 27% recorrem a novos aportes de capital, enquanto 24% utilizam verbas dos próprios departamentos.

A pesquisa estima que empresas com mais de 5 mil funcionários podem recuperar cerca de US$ 1,2 milhão com ativos de tecnologia desativados. Referências de mercado citadas no levantamento indicam que a recuperação pode representar de 10% a 30% do valor original dos equipamentos, desde que o processo seja estruturado para recuperar recursos financeiros.

Erica Hirsch, vice-presidente sênior de Asset Lifecycle Management da Iron Mountain, explicou em nota que “quando se fala em investir em IA, a discussão costuma girar em torno do que as empresas precisam comprar. Mas existe o outro lado da conta: o valor que já está nos equipamentos que elas têm e que pode ser recuperado conforme o parque de TI evolui”.

Gestão de ativos exige segurança e planejamento

A recuperação financeira depende de uma estratégia de gestão do ciclo de vida dos ativos de TI, conhecida pela sigla ALM (Asset Lifecycle Management). A abordagem reúne etapas como rastreamento de equipamentos, eliminação segura de dados, revenda e reciclagem. O objetivo é evitar que máquinas desativadas sejam tratadas apenas como descarte, sem avaliar seu potencial de reaproveitamento econômico.

Com a renovação da infraestrutura acelerada pela adoção da IA, esse gerenciamento também ajuda a manter o controle sobre equipamentos que deixam de ser utilizados. Além de identificar oportunidades de revenda, as empresas precisam proteger informações corporativas e garantir que os ativos tenham uma destinação adequada.

A sustentabilidade é outro fator que influencia as decisões sobre infraestrutura de IA. De acordo com a pesquisa, 71% das organizações temem que o consumo de energia associado à tecnologia comprometa suas metas ambientais e de sustentabilidade. O reaproveitamento de equipamentos e a reciclagem responsável podem contribuir para uma gestão mais eficiente dos recursos, embora não eliminem os desafios energéticos da expansão da IA.

“A IA está mudando a conta do ciclo de vida de TI. A oportunidade está em ligar a renovação de tecnologia à recuperação de capital, à segurança e à sustentabilidade, e fazer do fim da vida útil de um equipamento parte do argumento de investimento no próximo”, complementou Erica.

Sem comentários registrados

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *