Imagem: StockCake

A adoção de inteligência artificial na educação e no desenvolvimento profissional não significa, necessariamente, que as instituições estejam aproveitando todo o potencial da tecnologia. Para entender essa diferença, a Cognita Learning Lab e a Associação Brasileira de Inteligência Artificial (Abria) vão realizar um estudo sobre o nível de maturidade do uso de IA nos processos de aprendizagem.

A pesquisa, chamada “Perfil de Maturidade da IA na Aprendizagem”, pretende investigar como a tecnologia está incorporada às estratégias de desenvolvimento de pessoas. A iniciativa reúne o laboratório de aprendizagem e inovação educacional da Cognita Learning Lab e o Laboratório de Experimentação em IA e Educação, da Abria.

Mais do que adotar ferramentas

O levantamento parte de uma questão importante para organizações que investem em inteligência artificial: implementar ferramentas e automatizar tarefas é suficiente para melhorar a aprendizagem? A proposta é avaliar se a tecnologia contribui efetivamente para o desenvolvimento de competências ou se permanece restrita a aplicações pontuais.

Para isso, o diagnóstico considera diferentes etapas do processo de aprendizagem. Entre elas estão o mapeamento de necessidades, o planejamento, a criação de experiências educacionais, o suporte aos aprendizes e a avaliação dos resultados.

A análise também levará em conta como as capacidades humanas e artificiais se complementam e se as aplicações de IA estão conectadas à estratégia de aprendizagem de cada organização. A intenção é distinguir o uso isolado da tecnologia de uma integração mais consistente aos processos de desenvolvimento.

Diagnóstico identifica oportunidades

Com participação aberta a pessoas e instituições a partir de 28 de setembro, o estudo pretende construir um panorama sobre o uso da inteligência artificial na aprendizagem. Quem responder à pesquisa também receberá um diagnóstico individual sobre seu estágio de maturidade. O resultado deverá ajudar a compreender como a IA é utilizada atualmente e quais pontos podem ser aprimorados.

A iniciativa busca oferecer referências para que instituições avaliem suas práticas e identifiquem caminhos para integrar a inteligência artificial de maneira mais estratégica à aprendizagem. O foco não está apenas na quantidade de ferramentas adotadas, mas na forma como elas contribuem para experiências de aprendizagem mais contextualizadas e para o desenvolvimento de competências.

Para participar da pesquisa acesse este link.

Sem comentários registrados

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *