Trem da Linha 4 Amarela do Metrô de São Paulo, operada pela Motiva. Foto: Divulgação

A Motiva apresentou 30 iniciativas de inteligência artificial e automação voltadas à identificação de problemas técnicos, ao planejamento de intervenções e ao monitoramento da infraestrutura. As soluções foram desenvolvidas pelas equipes das Linhas 4-Amarela e 5-Lilás do Metrô de São Paulo, com foco em reduzir riscos, aumentar a confiabilidade do sistema e evitar impactos na operação.

Uma das aplicações permite localizar documentos e informações técnicas para investigar falhas em equipamentos. Em vez de consultar registros manualmente, os profissionais conseguem encontrar dados relevantes em segundos, o que ajuda a acelerar diagnósticos e definir medidas corretivas.

Desde março de 2025, quando a tecnologia começou a ser implementada nas equipes, mais de 50 falhas complexas foram resolvidas com apoio da inteligência artificial. A iniciativa busca diminuir o tempo de resposta das equipes e limitar os efeitos dos problemas sobre a circulação dos trens.

José Antônio Fortunato de Farias, gerente-executivo de manutenção das linhas 4 e 5, contou em nota que “ao ampliar o uso de IA, conseguimos promover mudanças relevantes na maneira como enfrentamos desafios técnicos. Além de agilizar diagnósticos precisos, incentivamos a colaboração entre nossas equipes e a criação de soluções que beneficiam não apenas a manutenção, mas a confiabilidade da operação como um todo”.

Manutenção preventiva ganha apoio da tecnologia

Outra frente envolve o Planejamento e Controle da Manutenção (PCM). Com base em dados do sistema SAP, a IA recomenda prazos e atividades para as equipes programarem intervenções preventivas. A proposta é organizar melhor os serviços, considerar as necessidades operacionais e diminuir a possibilidade de falhas durante o funcionamento das linhas.

A análise de dados históricos também ajuda a identificar padrões de desgaste e recorrência de problemas. Em um dos casos apresentados, as equipes utilizaram registros de manutenção para avaliar o histórico de um elevador e definir as intervenções necessárias para modernizar o equipamento. A medida busca ampliar a confiabilidade de um recurso importante para a acessibilidade dos passageiros.

As iniciativas incluem ainda o motiva.edit, ferramenta criada pela equipe da Linha 5-Lilás para simplificar a elaboração de relatórios técnicos. O sistema funciona offline e conta com salvamento automático, permitindo que os profissionais registrem informações mesmo em locais sem conexão com a internet.

A digitalização dos registros também facilita o compartilhamento de conhecimento entre as equipes e a reutilização de soluções para problemas semelhantes. “Essas ferramentas nos permitem expandir conhecimentos entre as equipes e replicar soluções para desafios comuns. Com registros automatizados e tecnologias modernas, os técnicos têm mais liberdade para focar em análises detalhadas e na resolução ágil de problemas críticos”, acrescentou Fortunato.

Monitoramento com IA está em desenvolvimento

Entre os próximos passos está a aplicação de inteligência artificial no monitoramento da infraestrutura e dos sistemas de sinalização da Linha 4-Amarela. A expectativa é ampliar a capacidade de identificar problemas e apoiar decisões operacionais, com potencial para reduzir interrupções e melhorar a experiência dos passageiros.

O conjunto de projetos mostra como a IA pode ir além do atendimento ao cliente e da automação administrativa, assumindo um papel importante na manutenção de sistemas de transporte. No metrô, o desafio é transformar dados técnicos em decisões mais rápidas, intervenções preventivas e maior segurança para passageiros e profissionais.

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