
O Hospital Moinhos de Vento realizou, pela primeira vez no Brasil, a implantação de um dispositivo que permite ajustar remotamente o tratamento de Parkinson. O procedimento feito em um paciente uruguaio, marca um avanço no uso clínico da estimulação cerebral profunda (Deep Brain Stimulation — DBS) no país. A tecnologia possibilita a programação à distância do gerador implantado, feita via aplicativo de celular pelo médico, eliminando a necessidade de deslocamentos frequentes e consultas presenciais. O paciente permanece em seu país de origem e segue monitorado pela equipe de Porto Alegre (RS), mostrando um grande potencial de expansão do acesso a terapias avançadas em regiões com menor oferta de especialistas.
A técnica DBS insere eletrodos no cérebro para modular sinais elétricos e controlar tremores, rigidez e lentidão em estágios moderados e avançados da doença. Este tipo de procedimento ganha força com o uso de um gerador recarregável que aceita programação remota. A solução reduz barreiras logísticas, amplia o acesso ao tratamento e melhora a qualidade de vida do paciente.
Acesso facilitado para pacientes distantes
Segundo nota do neurocirurgião Alexandre Reis, do Serviço de Neurologia do Hospital Moinhos de Vento, este é o primeiro sistema completo implantado no país. Reis explica que “a tecnologia representa um avanço importante para milhares de pessoas que convivem com a doença, uma vez que o Parkinson afeta cerca de 200 mil brasileiros e, muitos deles, vivem longe dos grandes centros. Isso facilita o acompanhamento e garante mais conforto e segurança aos pacientes, sem a necessidade de deslocamentos frequentes”.
O hospital também foi pioneiro em outras frentes, sendo a primeira instituição da América Latina a operar com o sistema robótico de imagem transoperatória Loop-X Brainlab, que fornece imagens em tempo real durante o procedimento e reduz o tempo cirúrgico.






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