
A inteligência artificial já responde por resultados concretos na operação da Refinaria de Mataripe, na Bahia. Desde que assumiu a unidade, há quatro anos, a Acelen afirma ter acumulado mais de R$ 380 milhões em ganhos operacionais com projetos de IA, automação industrial e transformação digital. Os investimentos fazem parte de um plano de modernização de quase R$ 4 bilhões voltado ao aumento da eficiência, da segurança e da confiabilidade das operações.
A estratégia reúne inteligência artificial, sensores inteligentes, robótica, sistemas digitais e monitoramento em tempo real para otimizar processos industriais. Segundo a companhia, a iniciativa levou a Refinaria de Mataripe a ser reconhecida pelo Gartner como um dos principais exemplos de inovação industrial e Indústria 4.0 no setor de energia nas Américas.
Entre as soluções implantadas está um sistema de monitoramento inteligente que acompanha mais de 1.100 equipamentos com apoio de IA. A tecnologia reduziu em 53% as intervenções corretivas e elevou o tempo médio entre falhas para mais de 830 dias. Outra frente envolve o uso de gêmeos digitais, que monitoram continuamente o consumo de energia e as emissões da refinaria. A empresa estima que a ferramenta tenha potencial para gerar economia de aproximadamente R$ 15 milhões por ano em custos energéticos.
Automação melhora eficiência e segurança
Nas inspeções industriais, drones, robôs e sistemas de termografia passaram a executar atividades que antes exigiam maior exposição de profissionais em áreas de risco. De acordo com a Acelen, a adoção dessas tecnologias reduziu em 60% a presença humana em espaços confinados e aumentou em 44% a disponibilidade operacional da planta.
Na área de monitoramento ambiental e operacional, sistemas de visão computacional aceleram a identificação de vazamentos. A empresa informa que a tecnologia tornou a detecção até nove vezes mais rápida e pode evitar perdas equivalentes a 13,5 mil toneladas de vapor por ano.
Outro projeto é o CatalyzeAI, plataforma dedicada ao acompanhamento do desempenho de catalisadores utilizados no processo de refino. A solução gerou impacto econômico estimado em R$ 300 milhões entre 2024 e 2025. A empresa também expandiu o uso de inteligência artificial generativa com o lançamento do AcelenGPT. A plataforma interna já é utilizada por mais de mil colaboradores para análise de dados e criação de assistentes especializados voltados às diferentes áreas da refinaria.
Em nota, Celso Ferreira, vice-presidente de Operações da Acelen, explicou que “a inteligência artificial já faz parte da rotina da refinaria e vem aumentando eficiência, segurança e confiabilidade operacional”.






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