
A abertura de um novo polo de pesquisa voltado à indústria offshore reforça o movimento de transição energética e de ganho de eficiência operacional no setor de óleo, gás e novas energias. Instalado na Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP), o OTIC (Centro de Inovação em Tecnologia Offshore) foi inaugurado com a proposta de atuar como plataforma integrada entre empresas, academia e governo.
A iniciativa reúne parceiros como Shell Brasil, Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) e Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), consolidando um modelo colaborativo para pesquisa aplicada e desenvolvimento tecnológico. “Ao integrar indústria, academia e governo, o centro cria um ambiente propício para o desenvolvimento de soluções tecnológicas que contribuam para a descarbonização e para o aumento da eficiência das operações offshore. Nosso objetivo é transformar conhecimento em aplicações práticas que apoiem a evolução do sistema energético”, explicou em nota Manoela Lopes, diretora de Tecnologia e Inovação da Shell Brasil, que investiu R$ 49 milhões na iniciativa, por meio da cláusula em Pesquisa Desenvolvimento & Inovação da ANP.
Infraestrutura expandida acelera a inovação
O centro amplia sua infraestrutura com quatro novos laboratórios dedicados: COSMOS – Centro de Operações de Sistemas e Simulação Multipropósito; NAVE Lab – Laboratório de Navegação e Ambientes Aumentados e Virtuais; SPOT Lab – Laboratório de Percepção Social da Tecnologia; e DOL – Laboratório Oceano Digital. A estrutura fortalece a capacidade de desenvolver soluções em monitoramento, automação e análise de sistemas offshore, alinhadas a desafios como eficiência energética, segurança operacional e redução de emissões.
O OTIC tem como foco a transformação de conhecimento em aplicações práticas. A proposta é acelerar a maturidade tecnológica de soluções e ampliar sua adoção na indústria, contribuindo para posicionar o Brasil como um dos polos relevantes na evolução do setor offshore.
“Uma parceria que nós chamamos de tripla hélice, ou o cordão de três dobras que não se rompe facilmente. Porque no OTIC nós temos um exemplo de integração entre os diferentes elos da cadeia produtiva da energia, com parcerias fortes de longo prazo, onde podemos construir um centro de pesquisa de fato disruptivo e transformador”, comentou também por nota Gustavo Assi, diretor científico do OTIC.






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