
A realização da Copa do Mundo FIFA de 2026 deve elevar a complexidade das operações de segurança em escala global. Com previsão de reunir mais de 6,5 milhões de torcedores entre 11 de junho e 19 de julho, o torneio será disputado em três países (Estados Unidos, México e Canadá) e exigirá coordenação entre diferentes autoridades, operadores de infraestrutura e equipes de proteção física e digital.
Uma análise divulgada pelo Grupo Prosegur aponta que eventos esportivos de grande porte passaram a enfrentar riscos cada vez mais conectados entre os ambientes físico e tecnológico. O levantamento, elaborado pela Prosegur Research, destaca que a dimensão internacional da competição amplia a exposição a incidentes capazes de afetar desde a mobilidade de torcedores até sistemas críticos de operação e comunicação.
Proteção reforçada em ambiente de alta exposição
Entre os principais riscos identificados estão o uso irregular de drones, problemas relacionados ao controle de multidões, furtos e delitos oportunistas, golpes envolvendo ingressos e hospedagem, além de possíveis ações contra infraestruturas estratégicas. O estudo também cita cenários associados a tensões sociais e ameaças extremistas, fatores que costumam exigir monitoramento contínuo em eventos de elevada visibilidade internacional.
A concentração simultânea de milhões de pessoas, delegações esportivas, autoridades e profissionais da imprensa cria um ambiente de alta exigência operacional. Locais de competição, centros urbanos, redes de transporte e estruturas logísticas passam a demandar mecanismos avançados de prevenção, monitoramento e resposta a incidentes.
Segundo nota de Mauro Cardelino, diretor global de desenvolvimento e transformação de negócios da Prosegur Security, a preparação para esse cenário depende da integração entre tecnologia e equipes especializadas. “Proteger um evento dessa magnitude requer uma abordagem integral, na qual a tecnologia potencialize o trabalho dos profissionais de segurança, aliada a planejamento proativo, inteligência operacional e forte coordenação institucional”, afirmou.
Cibersegurança se torna elemento central da proteção
O relatório também destaca a crescente relevância da cibersegurança em grandes eventos esportivos. A digitalização de operações, serviços ao público e sistemas de gestão amplia a superfície de ataque para grupos criminosos e agentes maliciosos.
Entre as ameaças mapeadas estão ataques de ransomware, espionagem digital, vulnerabilidades na cadeia de suprimentos tecnológica e exploração de dispositivos conectados. O documento ainda menciona ações de hacktivismo motivadas por questões geopolíticas, fenômeno que tem ganhado visibilidade em eventos de alcance global.
A análise inclui ainda campanhas de phishing, disseminação de malware, ataques contra plataformas digitais e fraudes direcionadas a torcedores durante a compra de ingressos, reservas de hospedagem e contratação de serviços de viagem. Operações coordenadas de desinformação também aparecem entre os riscos monitorados, especialmente devido ao potencial de rápida propagação em redes digitais.
A Prosegur Security defende modelos de Segurança Híbrida, combinando atuação humana, inteligência operacional e ferramentas tecnológicas. A proposta busca aumentar a capacidade de antecipação de ameaças e acelerar a resposta a incidentes em ambientes caracterizados por riscos múltiplos e simultâneos.






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