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Os ataques de negação de serviço distribuído (DDoS) apresentaram um novo padrão de distribuição no Brasil em maio. Dados da Huge Networks mostram que as ocorrências deixaram de se concentrar principalmente nos grandes centros e passaram a atingir um número maior de estados. Pará, Bahia, Maranhão, Piauí e Rondônia responderam, juntos, por mais da metade das anomalias mitigadas no período.

O movimento acompanha a expansão da infraestrutura digital em diferentes regiões do país e evidencia mudanças no perfil do tráfego monitorado pelas empresas de cibersegurança. O levantamento mensal da Huge Networks identificou 48.979 anomalias mitigadas em maio, resultado 24% superior ao registrado em abril. O período também registrou o maior pico de volumetria da série histórica da empresa, com um ataque alcançando 4,35 Tbps, indicador que demonstra o aumento da capacidade operacional utilizada por agentes maliciosos.

Distribuição dos ataques

A análise geográfica revela uma mudança relevante no mapa das ocorrências. O Pará liderou o ranking nacional, concentrando 23,8% das anomalias mitigadas. São Paulo apareceu na sequência, com 22,17%, seguido por Bahia (15%), Maranhão (8,97%), Minas Gerais (6,24%), Rio de Janeiro (4,80%), Piauí (2,84%) e Rondônia (2,31%).

Pela primeira vez, Rondônia passou a integrar a lista dos estados com maior volume de anomalias registradas pela empresa. O levantamento também mostra que a participação conjunta de estados das regiões Norte e Nordeste superou 50% das ocorrências mitigadas durante o mês, indicando uma distribuição territorial mais ampla dos ataques.

Para Erick Nascimento, CEO da Huge Networks, a descentralização das ocorrências acompanha a evolução da internet brasileira e demanda uma revisão das estratégias de proteção. Em nota o executivo destacou que “a distribuição observada em maio mostra que a exposição a ataques DDoS está cada vez menos concentrada em um número reduzido de estados. O avanço da conectividade e da infraestrutura digital em diferentes regiões do país amplia a superfície de tráfego e exige que empresas e provedores estejam preparados para responder a ameaças independentemente de sua localização”.

O avanço da conectividade, impulsionado pela expansão de redes, data centers, provedores regionais e serviços digitais, amplia a superfície de exposição a ataques cibernéticos. Além do crescimento no número de ocorrências, o recorde de volumetria registrado indica necessidade de estratégias preventivas para enfrentar um ambiente de ameaças cada vez mais distribuído.

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