
Santa Catarina encerrou 2025 como o segundo maior estado brasileiro em geração de empregos na área de tecnologia. O estado alcançou 102,2 mil postos formais, crescimento de 1,8% no ano, e passou à frente de Minas Gerais. Os dados são do “Observatório ACATE 2026”, divulgado pela Associação Catarinense de Tecnologia durante o Startup Summit, em Florianópolis.
O setor também ampliou sua presença na economia catarinense. Foram R$ 47,9 bilhões em faturamento em 2025, alta de 12,7%, enquanto a média nacional ficou em 7,1%. Com esse resultado, a tecnologia passou a representar 8% do PIB de Santa Catarina, a terceira maior participação entre os estados brasileiros.
O número de empresas de tecnologia chegou a 34,2 mil em Santa Catarina, avanço de 16,4% em apenas um ano. O crescimento ficou acima da média brasileira, de 12,4%, e colocou o estado na sexta posição nacional em quantidade de empresas do setor.
A expansão também aparece na densidade empresarial. Santa Catarina tem 4,18 empresas de tecnologia para cada mil habitantes, contra 3,1 na média brasileira. A região Sul do estado apresentou o maior crescimento, de 22,8%, enquanto a Grande Florianópolis concentra cerca de 11,3 mil empresas, o equivalente a 33,2% do total estadual.
O desempenho financeiro reforça a dimensão do mercado. Os R$ 47,9 bilhões movimentados pelo setor representam 5,5% do faturamento nacional de tecnologia, estimado em R$ 870,9 bilhões. Entre 2021 e 2025, o faturamento catarinense cresceu 45,5%, enquanto o número de empresas avançou 83,3%.
Florianópolis concentra negócios de tecnologia
A Grande Florianópolis responde por 39,6% do faturamento de tecnologia de Santa Catarina, com R$ 18,98 bilhões. Florianópolis também apresenta um dos indicadores mais expressivos do país: 21% do PIB municipal vem do setor de tecnologia.
O Vale do Itajaí aparece na sequência, com 28% do faturamento estadual, ou R$ 13,4 bilhões. O Norte Catarinense responde por outros 17,6%, equivalentes a R$ 8,41 bilhões. Segundo o levantamento, todas as mesorregiões catarinenses tiveram aumento de faturamento entre 2022 e 2025, indicando uma expansão do setor para além da capital.
A quantidade de trabalhadores formais de tecnologia cresceu 1,8% em Santa Catarina em 2025, acima dos 1,5% registrados no país. O estado tem cerca de 35 vagas de tecnologia para cada mil trabalhadores formais e uma remuneração média mensal de R$ 6.195.
A evolução é ainda mais significativa quando analisado um período maior. Em 18 anos, a quantidade de empregos no setor aumentou 380%, passando de 21 mil postos em 2007 para 102 mil em 2025.
O desenvolvimento de software é a principal atividade tecnológica na maior parte das regiões catarinenses. Na Grande Florianópolis, tratamento de dados e serviços de internet concentram 44% das vagas do setor. Já no Norte do estado, a fabricação de equipamentos representa 33% dos empregos de tecnologia.
Inovação e competitividade
O crescimento do setor acompanha indicadores positivos de inovação e competitividade. Santa Catarina ficou em segundo lugar no Índice de Inovação e Desenvolvimento, com pontuação de 0,449, atrás apenas de São Paulo. O estado ocupou a vice-liderança nos pilares de Instituições, Infraestrutura e Economia.
No ranking de competitividade do Centro de Liderança Pública (CLP), Santa Catarina também aparece na segunda posição geral. O estado lidera nacionalmente em Segurança Pública e Capital Humano e ficou em segundo lugar nos indicadores de Sustentabilidade Social e Inovação.
Para Diego Ramos, presidente da ACATE, a combinação entre expansão empresarial, geração de empregos e estrutura de apoio ajuda a explicar o desempenho catarinense. Em nota Ramos destacou que “o que diferencia Santa Catarina de outros polos de tecnologia é a combinação de crescimento acelerado com qualidade. Temos uma das maiores taxas de crescimento de empresas do país, um faturamento que cresce quase o dobro da média nacional e, agora, a segunda maior geração de empregos. Isso é resultado de um ecossistema que apoia desde a incubação até a internacionalização, com infraestrutura, programas de capacitação e uma cultura empreendedora forte. Santa Catarina prova que é possível crescer de forma sustentável e competitiva”.
O Observatório ACATE 2026 reúne dados coletados pela Trillia e informações de fontes públicas. O estudo apresenta indicadores do mercado brasileiro de tecnologia e um recorte específico sobre empresas, empregos, faturamento, inovação e competitividade em Santa Catarina.






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