
A inteligência artificial está mudando a forma como empresas organizam processos, tomam decisões e criam novos produtos e serviços. Mas a adoção de tecnologia também exige mudanças em gestão, governança e nas capacidades das próprias organizações. É a partir desse desafio que a Fundação Dom Cabral (FDC) e o Grupo Stefanini lançam, em 30 de setembro, o Centro de Referência em Tecnologia (CRTech), em São Paulo.
A iniciativa pretende aproximar executivos, empresas, pesquisadores e especialistas para discutir como tecnologias emergentes podem gerar valor para os negócios. O centro fará parte do Núcleo de Inovação e Inteligência Artificial da FDC e terá como uma de suas frentes a produção de conhecimento aplicado à gestão de tecnologia e inovação.
Tecnologia além da adoção
A proposta do CRTech vai além da discussão sobre ferramentas e tendências. Entre os temas previstos estão inteligência artificial, transformação digital, computação em nuvem, cibersegurança, governança de TI, arquitetura corporativa, engenharia de software e ciência de dados.
Também estão no escopo questões relacionadas ao desenvolvimento de capacidades organizacionais. A ideia é analisar como empresas podem estruturar suas áreas de tecnologia para responder às mudanças do mercado e transformar investimentos tecnológicos em resultados para o negócio.
Hugo Tadeu, diretor do Núcleo de Inovação e IA da Fundação Dom Cabral, destacou em nota que “o CRTech funciona como uma comunidade de aprendizagem contínua, reunindo líderes de diferentes setores econômicos para discutir tendências, analisar casos reais e compartilhar boas práticas. Mais do que um programa tradicional de capacitação, trata-se de um ambiente colaborativo no qual os participantes contribuem ativamente com suas experiências, desafios e soluções. Esse modelo favorece a construção coletiva do conhecimento e o desenvolvimento de estratégias mais eficazes para enfrentar um ambiente de negócios em constante transformação”.
A agenda do centro prevê ainda pesquisas aplicadas, estudos setoriais, relatórios executivos, benchmarks e frameworks de gestão. Esses materiais devem servir como referência para organizações que buscam avaliar sua maturidade tecnológica e orientar decisões relacionadas à transformação digital.
IA e decisões de negócio
A parceria entre FDC e Stefanini também coloca a inteligência artificial entre os principais temas de investigação do centro. O objetivo é observar aplicações concretas da tecnologia e seus efeitos sobre empresas de diferentes setores.
“A relação do Grupo Stefanini com a Fundação Dom Cabral já gerou projetos que nos orgulham e agora vamos juntos lançar o CRTech, espaço que vai fornecer importantes insights para a comunidade associada e analisar como a inteligência artificial já está fazendo diferença e gerando valor nas empresas“, frisou também em nota Marco Stefanini, Fundador e CEO Global do Grupo.
Para as empresas participantes, a proposta inclui acesso antecipado a pesquisas e tendências, troca de experiências com organizações de diferentes segmentos e desenvolvimento de ferramentas para avaliar a maturidade tecnológica. A iniciativa também pretende ampliar a conexão entre executivos e especialistas ligados ao ecossistema de inovação.
Liderança como parte da transformação
O CRTech terá como público principal CIOs, CTOs, líderes de transformação digital e executivos responsáveis pela estratégia tecnológica. Profissionais de áreas como marketing, e-commerce, finanças e operações também poderão participar, ampliando a diversidade de perspectivas nas discussões.
A aposta é que decisões sobre tecnologia não sejam tratadas apenas como uma questão técnica. Mudanças em processos, competências e cultura organizacional também fazem parte da capacidade de uma empresa de incorporar novas tecnologias.
Em nota, Rodrigo Stefanini, CEO Latam e Espanha do Grupo Stefanini, apontou que “a tecnologia, por si só, não transforma as empresas. A verdadeira transformação acontece quando líderes desenvolvem novas capacidades, revisitam processos e criam uma cultura preparada para inovar continuamente. Acreditamos que o CRTech será um espaço privilegiado para essa construção coletiva de conhecimento e para acelerar a maturidade das organizações na era da inteligência artificial”.






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