Marcos Pupo, VP Latam da Palo Alto Networks

É fato que vivemos um momento de grandes transformações no mundo. E são mudanças pautadas por uma ampla digitalização e tecnologias como inteligência artificial e tudo que está em seu entorno, mas também por geopolítica, macroeconomia e outros fatores. Contexto importa cada vez mais. E essa máxima vale para estratégia corporativa e seus planos mirabolantes, mas também para um bom projeto de cibersegurança.

Essa é a penas uma das conclusões que se pode tirar das discussões propostas no Ignite on Tour São Paulo, organizado pela Palo Alto Networks, em São Paulo. A empresa tem trabalhado forte nos últimos anos para se tornar a principal força em cibersegurança e, para isso, investiu bastante em aquisições. Foram mais de US$ 30 bilhões apenas nos últimos meses, com destaque para a Cyberark, especializada em identidades, ponto que traz cada vez mais dor de cabeça para as empresas. Até porque, além das identidades humanas, agora existem as agênticas. Estima-se que para cada 1 identidade humana, existam 90 agênticas.

O movimento de aquisições tem um propósito maior para a fabricante: consolidar sua visão de plataforma, onde com apenas uma console a empresa consegue gerir e entender o que acontece no ambiente. E quando falamos de um contexto cada vez mais complexo, essa visibilidade facilitada, permite agir mais rapidamente. Pense que é sair de um ambiente com 32 soluções em alguns casos, que pede pessoas com diferentes habilidades, tudo fragmentado, para uma tela única. 

“Sabemos que o modelo que nos trouxe aqui não é o que nos levará adiante, com soluções fragmentadas, data lake separados, acreditamos que teremos soluções real time, usando IA e no conceito de plataforma. Defendemos isso já há alguns anos e passará ainda a ser mais importante”, resumiu lembrou Marcos Pupo, presidente da Palo Alto Networks para América Latina.

Oportunidades x desafios

Para o executivo, o líder de segurança enfrente uma nova realidade. Ele frisa que vivemos talvez uma das transformações mais importantes de nossa vida, já que passamos pela internet, nuvem, mas agora, temos uma democratização da inteligência que gera oportunidades. “Mas também pede responsabilidade e traz desafios”, pontua. Para ele, combater IA com IA já está dado, mas isso pedirá nova arquitetura e nova filosofia na forma de implementar cibersegurança nas empresas.

A visão de Pupo é endossada por Igor Ripol, recém-chegado na Palo Alto, para comandar a operação brasileira. Ele relembra que IA está bastante disseminada, inclusive para os atacantes, de maneira que as empresas precisam estar mais bem preparadas para lidar com isso. “Precisamos agir rápido e nos adaptarmos ao que o contexto nos traz”, comentou. 

Desafio global

Se algo pode consolar é que a complexidade não é local. Gestores de segurança mundo afora estão quebrando a cabeça para lidar com uma velocidade de ameaças sem precedentes. IA permitiu criar e recriar ataques com mais velocidade e mais qualidade. Mas o caminho não é bloquear, mas entender e buscar caminhos para permitir inovação com segurança, como trouxe Prakash Rajamani, vice-presidente global de produtos da Palo Alto. “IA segura, impulsionando inovação não é tagline, mas algo central para nossos clientes e para nós.”

O executivo lembrou que as empresas adotam cada vez mais IA em suas rotinas e abraçam essa tecnologia de diferentes maneiras. Existem escolas onde alunos já personalizam seus aprendizados com IA, além disso, reforçou Rajamni, temos os agentes com capacidade de programar. “Eles permitem desenvolver aplicações de maneira muito rápida e assistimos a um forte crescimento nos últimos 12 meses, imagine o que pode acontecer nos próximos 12.”

Rajamani, VP de produtos da Palo Alto Networks, durante o Ignite on Tour

O VP comentou também que muitos desenvolvedores baixam códigos diariamente em seus laptops, muitas vezes sem saber exatamente o que estão internalizando. “Como proteger isso? É preciso uma abordagem específica. Apenas 6% das empresas possuem uma estratégia robusta de segurança com IA. As pessoas baixam agentes em seus laptops, os treinam e tudo sem governança, o que traz riscos.”

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