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A ArcelorMittal Sistemas, empresa responsável pelos serviços de tecnologia do Grupo ArcelorMittal, reduziu em 58% os custos com sistema operacional no primeiro ano de um projeto de modernização da infraestrutura de TI. A companhia também aumentou em 86% a produtividade das equipes responsáveis pela infraestrutura e diminuiu de 40 para oito horas o tempo necessário para colocar novos serviços em operação.

Os resultados estão ligados à migração de aplicações críticas do ambiente SAP para a nuvem Microsoft Azure e à adoção de uma infraestrutura Linux padronizada com tecnologias da SUSE. A estratégia foi aplicada em um ambiente que atende mais de 30 mil usuários do SAP ERP e mantém cerca de 23 TB de dados no SAP HANA.

Padronização do ambiente SAP

Antes da mudança, a infraestrutura reunia diferentes arquiteturas, fornecedores e tecnologias, o que aumentava a complexidade da administração e exigia mais esforço das equipes de TI para manter os sistemas funcionando.

A ArcelorMittal Sistemas decidiu concentrar a operação em uma plataforma mais uniforme. O projeto passou a utilizar o SUSE Linux Enterprise Server for SAP Applications e o SUSE Multi Linux Manager, além da infraestrutura em nuvem da Microsoft.

A mudança também automatizou tarefas de atualização e manutenção e, com isso, a área de tecnologia ganhou mais controle sobre os ambientes Linux e ampliou os recursos de alta disponibilidade para aplicações consideradas essenciais à operação.

“Nossa estratégia era consolidar a infraestrutura em uma plataforma única, capaz de simplificar a gestão dos ambientes SAP, aumentar a estabilidade dos sistemas e oferecer mais agilidade para atender às necessidades do negócio. Com a SUSE, conseguimos atingir esses objetivos e ainda criar uma base preparada para suportar o crescimento da operação”, destacou em nota Henrique Matiole, Gerente de Infraestrutura de Nuvem e Data Center da ArcelorMittal Sistemas.

De uma semana para menos de um dia

Um dos efeitos mais diretos da transformação apareceu no tempo de implantação de serviços. O processo, que consumia cerca de 40 horas, passou a exigir aproximadamente oito horas.

Na prática, atividades que levavam quase uma semana agora podem ser concluídas em menos de um dia. A automação das rotinas também diminuiu o trabalho operacional das equipes, permitindo que profissionais de infraestrutura dediquem mais tempo a projetos de inovação e transformação digital.

A centralização do gerenciamento trouxe ainda ganhos de governança. Manutenções, atualizações e auditorias passaram a ser conduzidas de forma mais organizada, facilitando o atendimento a requisitos de conformidade, incluindo as exigências relacionadas à Lei Sarbanes-Oxley (SOX).

Infraestrutura mais resiliente

Para uma operação industrial de grande escala, a disponibilidade dos sistemas de tecnologia tem impacto direto sobre o negócio. Por isso, a companhia também pretende ampliar a disponibilidade dos ambientes SAP críticos.

A meta é chegar a 99,95% de disponibilidade nos clusters considerados críticos. A empresa busca, assim, reduzir riscos de interrupções e garantir uma infraestrutura capaz de acompanhar a evolução das operações industriais.

Matiole afirma que a mudança também aumentou a capacidade de acompanhamento da infraestrutura. “Hoje temos muito mais visibilidade e controle sobre todo o ambiente. Conseguimos automatizar tarefas que antes demandavam muito tempo das equipes, reduzir a complexidade da administração e oferecer uma infraestrutura muito mais resiliente para suportar aplicações críticas”.

Para Marcos Lacerda, presidente da SUSE América Latina, o projeto mostra como a modernização da infraestrutura pode gerar resultados mensuráveis em ambientes de missão crítica. Também em nota o executivo afirmou que “a infraestrutura de TI passou a desempenhar um papel cada vez mais estratégico para empresas que operam ambientes críticos. O case da ArcelorMittal Sistemas demonstra como a padronização da plataforma, aliada à automação e à alta disponibilidade, gera ganhos concretos de produtividade, eficiência e redução de custos, ao mesmo tempo em que fortalece a resiliência operacional”.

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