Carlos Cêra, fundador, CEO e CAIO do Grupo Superlógica. Foto: Divulgação

O Grupo Superlógica está elevando a inteligência artificial ao nível mais alto da estratégia corporativa. O fundador e CEO Carlos Cêra passa a acumular o cargo de Chief Artificial Intelligence Officer (CAIO), em uma mudança que coloca a liderança da agenda de IA diretamente nas mãos do principal executivo da companhia.

A mudança acontece após a apresentação do Nexus, ecossistema de inteligência artificial desenvolvido pela Superlógica que leva agentes de IA para dentro dos produtos e processos voltados aos mercados condominial e imobiliário. A decisão também sinaliza uma mudança na forma como a empresa pretende incorporar IA ao negócio, com foco não apenas em produtividade, mas na criação e monetização de novas soluções.

Cêra afirmou em nota que “a era da IA não é um novo capítulo no livro da história da humanidade e dos negócios. É o livro, até aqui, sendo fechado… e um novo livro sendo aberto. A IA passou a ter impacto direto sobre produto, gestão e modelo de negócio. Por isso, é uma agenda que exige envolvimento próximo da liderança. Meu papel é garantir que essa transformação avance com prioridade, foco de negócio e conexão com o que gera valor para o cliente”.

Três ondas de transformação

Na avaliação do executivo, a inteligência artificial representa a terceira grande transformação tecnológica acompanhada pela Superlógica ao longo de sua trajetória. A primeira ocorreu com a transição de sistemas instalados localmente para o modelo Software as a Service (SaaS). Depois, as plataformas de gestão passaram a incorporar serviços financeiros.

Agora, a IA altera uma camada ainda mais ampla da operação. A tecnologia pode interferir na construção dos produtos, na execução de processos e na própria maneira como as empresas capturam valor.

A Superlógica também aposta em uma característica específica de seus produtos: a especialização por segmento. Para Cêra, softwares verticais podem se beneficiar de forma relevante da evolução dos modelos de IA porque já carregam informações sobre regras, processos e necessidades de determinados mercados.

A lógica é que quanto mais específico for o conhecimento disponível para a tecnologia, maior pode ser sua capacidade de executar atividades relacionadas àquele negócio. Isso abre espaço para aplicações que vão além de assistentes genéricos e automações simples.

“A capacidade de automatizar tarefas muito específicas depende de entender profundamente o problema. É isso que diferencia um software de nicho, como o nosso. O impacto não é só ganho de eficiência. É a possibilidade de viabilizar soluções que antes não paravam em pé, economicamente”, complementou o CEO.

Nexus leva agentes para a operação

Essa estratégia ganhou uma aplicação concreta com o Nexus. A plataforma reúne recursos de IA capazes de interpretar informações, executar tarefas e automatizar etapas de processos que antes dependiam de trabalho manual.

Entre as soluções está o Superlógica Workspace. O ambiente concentra assistentes especializados e recursos para execução autônoma de atividades ligadas à rotina de administradoras de condomínios e imobiliárias. A proposta amplia o papel da IA dentro do software. Em vez de funcionar apenas como uma interface para consultas ou geração de conteúdo, os agentes passam a participar da execução dos processos.

A expansão da inteligência artificial ocorre junto a uma agenda de eficiência operacional e aumento da receita gerada por cliente. Para 2026, a companhia projeta manter um ritmo de crescimento de dois dígitos. No horizonte seguinte, a meta é alcançar R$ 1 bilhão em faturamento até 2028.

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