Foto: Vitaly Gariev/Unsplash

A sustentabilidade consolidou-se como um dos pilares da estratégia da Hapvida em 2025. A companhia apresentou seu Relatório de Sustentabilidade, no qual detalhou os avanços em transformação digital, inovação, diversidade e gestão corporativa.

O relatório mostra que as iniciativas seguem alinhadas aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU) e às principais referências nacionais e internacionais de sustentabilidade corporativa. A empresa destaca que a estratégia busca combinar crescimento operacional, eficiência assistencial, responsabilidade social e gestão ambiental.

Luccas Augusto Adib, CEO da Hapvida, comentou em nota que “o ponto central é que sustentabilidade não é narrativa paralela ao negócio. Ela é intrínseca à operação, à alocação de capital, à gestão de riscos e à experiência de quem depende da Hapvida para cuidar da saúde”.

Diversidade com impacto social

Os indicadores apontam uma participação predominante de mulheres na estrutura da companhia, que representam mais de 75% do quadro de colaboradores e ocupam 70% das posições de liderança. Além disso, 63% da força de trabalho é formada por pessoas que se autodeclaram pretas ou pardas.

A empresa também passou a integrar o índice IDIVERSA B3, voltado a organizações com boas práticas de diversidade e inclusão, e ampliou sua participação nas iniciativas “Elas Lideram 2030” e “Raça é Prioridade”, vinculadas ao Pacto Global da ONU.

Entre as iniciativas de impacto social, o relatório destaca a implantação da primeira Sala Lilás em uma empresa do setor de saúde no Brasil. Desenvolvido em parceria com o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o espaço foi instalado no Hospital Keila Ferreira, em Guarulhos (SP), para oferecer acolhimento especializado a mulheres em situação de violência e vulnerabilidade.

Foco em energia renovável

E empresa ampliou o consumo de eletricidade proveniente de fontes renováveis, chegando a 72% da energia utilizada em suas operações. Isso contribuiu para reduzir em 79% as emissões de Escopo 2, relacionadas à energia elétrica adquirida, em comparação com 2024.

A companhia também informou uma redução de 14% nas emissões de Escopo 3, ligadas à cadeia de valor, mesmo diante da expansão da rede própria de atendimento. O relatório acrescenta que todas as unidades próprias contam com iniciativas de eficiência energética, além de registrar conformidade total no descarte de efluentes.

Os avanços ambientais contribuíram para a manutenção da classificação AA no MSCI ESG Ratings pelo segundo ano consecutivo. A empresa também permaneceu enquadrada nos padrões de governança exigidos pelo Novo Mercado da B3. “Os resultados mostram que é possível crescer com responsabilidade e que orientam nossa meta de superar 90% do consumo por fontes renováveis até 2030. Esses compromissos sociais são pactos que todos nós temos que mirar”, ressaltou Adib.

IA auxilia no atendimento

Durante 2025, a Hapvida ampliou a utilização de inteligência artificial, automação e análise de dados para apoiar atividades assistenciais, atendimento aos clientes e processos administrativos. Segundo a empresa, essas tecnologias têm ampliado a eficiência operacional e contribuído para maior precisão clínica. Entre os projetos destacados está uma solução baseada em IA voltada ao diagnóstico e tratamento da endometriose, que beneficiou aproximadamente 2,5 mil mulheres e reduziu em quase 50% a necessidade de intervenções cirúrgicas.

A companhia alcançou 100% de integração dos prontuários eletrônicos, atingindo 92% de resolutividade nos atendimentos por telemedicina. E foram capacitados mais de 8,5 mil profissionais por meio da plataforma ConectaMed.

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