
A Illumina anunciou o lançamento do StrataMap Spatial Solution, nova plataforma voltada à transcriptômica espacial com foco em ampliar a resolução e a escala da análise biológica de tecidos. A tecnologia foi desenvolvida para aprofundar a compreensão da organização celular e das interações moleculares em estruturas complexas, com aplicações diretas em pesquisa biomédica, oncologia e neurociência.
A transcriptômica espacial já ocupa um papel importante na pesquisa em biologia molecular por permitir a análise de como genes se expressam dentro do contexto físico dos tecidos. Com a nova solução, a empresa espera ampliar essa capacidade ao permitir maior densidade de detecção gênica e leitura mais detalhada de regiões celulares, incluindo sinais biológicos associados ao desenvolvimento de doenças e à progressão tumoral.
Steve Barnard, PhD, diretor de tecnologia da Illumina, contou em nota que “a biologia espacial oferece uma nova perspectiva sobre como o nosso código genético se manifesta em nossos corpos. Este lançamento une nossa nova solução espacial ao nosso pipeline de bioinformática personalizado, reforçando o compromisso da Illumina com um ecossistema de conhecimento onde dados em escala se tornam descobertas sem fronteiras”.
Aplicação em estudos tumorais de alta resolução
A solução também se diferencia pela capacidade de integração com fluxos laboratoriais já estabelecidos. Entre os destaques operacionais estão a ampliação da área de captura de amostras, que permite reconstruções tridimensionais de tecidos, e a redução do tempo de processamento, com ciclos completos que podem ser concluídos em menos de cinco dias.
Na prática, a tecnologia foi desenhada para atender a demandas crescentes por estudos em larga escala. O sistema também permite processar mais de 2.000 amostras por ano, o que reforça sua aplicação em projetos de pesquisa populacional e farmacogenômica.
Os primeiros resultados já vêm sendo observados em instituições de pesquisa. Cientistas do Beth Israel Deaconess Medical Center, em Boston, utilizaram a plataforma para mapear vasos linfáticos humanos e produzir conjuntos de dados tridimensionais em resolução celular. Já no Reino Unido, equipes do Cancer Research UK Cambridge Institute e da University of Cambridge aplicaram o sistema em estudos de tumores do sistema nervoso central, como gliomas e glioblastomas.
“Até agora, não éramos capazes de estudar grandes seções de tecidos no sistema nervoso central com o nível de resolução de uma única célula. Desbloquear essa capacidade fornecerá insights mais profundos sobre o microambiente tumoral. Isso nos ajudará a identificar mecanismos de resistência a tratamentos e melhorar nossa capacidade de prever como os pacientes responderão às terapias”, explicou em comunicado a Dra. Ania Piskorz, Chefe de Genômica no Cancer Research UK Cambridge Institute.






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