Foto: Compagnons/IUnsplash

A cibersegurança deve ganhar mais espaço nos orçamentos das empresas brasileiras nos próximos 12 meses. Segundo um levantamento da Kaspersky, 78% das organizações no país pretendem reforçar suas estruturas de segurança de TI. O avanço dos investimentos, porém, esbarra na dificuldade de contratar profissionais qualificados, um problema que pode limitar a capacidade de resposta das empresas às ameaças digitais.

O interesse em ampliar a proteção digital acompanha uma tendência internacional. Na América Latina, 79% das empresas planejam fortalecer a segurança de TI, percentual superior ao registrado na União Europeia, de 69%. Na região Ásia-Pacífico, o índice é de 78%, o mesmo observado no Brasil.

Entre as empresas brasileiras consultadas, 17% pretendem manter os níveis atuais de proteção. Apenas 5% consideram reduzir ou simplificar suas estruturas de segurança. Os números indicam que a cibersegurança ocupa uma posição relevante nas estratégias corporativas, embora a intenção de investir não garanta, por si só, que as organizações conseguirão ampliar suas defesas na velocidade desejada.

Contratação pode levar mais de seis meses

A falta de especialistas é um dos obstáculos para transformar os planos em capacidade operacional. Segundo a Kaspersky, processos seletivos para vagas que exigem conhecimentos específicos em cibersegurança podem ultrapassar seis meses. A demora dificulta a expansão das equipes em um momento de maior demanda por proteção digital.

Para Roberto Rebouças, gerente geral da Kaspersky Brasil, a formação de profissionais precisa acompanhar o crescimento dos investimentos. “Com o aumento da intenção de investimento em segurança digital no Brasil, o desafio da falta de talentos se torna ainda mais evidente. A capacitação das equipes atuais ajuda a mitigar o problema no curto prazo, mas resolver essa lacuna exige uma abordagem mais ampla: ampliar o acesso ao ensino técnico, promover a inclusão e fortalecer a parceria entre empresas e universidades”, afirma.

Os dados fazem parte do “Global Kaspersky B2B Market Pulse Survey”, estudo que ouviu 1.800 especialistas em segurança de TI e tomadores de decisão em cibersegurança de 18 países, incluindo o Brasil. O levantamento abrange empresas de médio porte, com 1.500 a 2.499 funcionários, e grandes organizações, com 2.500 colaboradores ou mais.

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