Imagem: Divulgação/Total Express

A digitalização da logística no Brasil está avançando, impulsionada pelo crescimento do e-commerce e pela pressão por eficiência operacional. A qualidade dos dados se torna ainda mais importante na performance das entregas, influenciando desde a roteirização até a experiência do consumidor final. Com um mercado projetado para crescer 23% até 2029, segundo a ABOL, e vendas online que somaram R$ 235,5 bilhões em 2025, conforme a ABIACOM, empresas do setor intensificam investimentos em tecnologia para sustentar escala e confiabilidade.

A Total Express desenvolveu o DataTEX, uma plataforma proprietária voltada à gestão e qualificação de dados logísticos. A solução incorpora inteligência artificial generativa para interpretar, corrigir e enriquecer informações de endereços, tratando inconsistências como problemas de linguagem. Em fase de testes, a tecnologia elevou o SLA de 95% para 96,5% e reduziu em 5% os chamados de clientes, indicando ganhos diretos na eficiência operacional.

Maior precisão e menos falhas

O diferencial está na capacidade de cruzar múltiplas fontes de dados, como sistemas internos, bases externas, histórico operacional e geolocalização, para gerar coordenadas mais precisas. Com isso, a empresa amplia a assertividade na roteirização e reduz falhas associadas a endereços incompletos ou mal estruturados, um dos principais entraves do setor.

Eduardo Arantes, Gerente de Transformação Digital da Total Express, explicou em nota que “nos próximos anos, a logística brasileira terá que operar com muito mais inteligência de dados do que capacidade física. Quem não investir em automação e IA vai ter dificuldade para sustentar prazos e custos”.

Automação logística com ganhos sustentáveis

Os impactos vão além da operação. A melhoria na qualidade dos dados contribui para reduzir distâncias percorridas, consumo de combustível e emissões de CO₂, alinhando eficiência logística a práticas mais sustentáveis. Também fortalece a previsibilidade para clientes corporativos e aprimora a experiência do consumidor final, ao reduzir atrasos e inconsistências nas entregas.

Nos centros de distribuição, a empresa também investe em automação com sistemas como sorters e o put-to-light , tecnologia que orienta operadores por sinais luminosos de LED na separação de pedidos. A redução foi de até 80% no tempo dessa etapa, com impacto direto na produtividade.

Inovação aplicada

As iniciativas são conduzidas pelo Total Labs, hub de inovação da companhia, que atua integrado à operação para testar e escalar soluções em ambiente real. O modelo permite acelerar a implementação de tecnologias voltadas à automação, monitoramento preditivo e inteligência de roteirização.

“Automação e robotização são respostas diretas a desafios reais do mercado. Elas tornam a operação mais estável, reduzem impactos da curva de aprendizado e garantem consistência mesmo em picos sazonais”, afirmou Arantes. Como próximos passos, a Total Express prevê ampliar sua presença no interior do país, fortalecer a logística reversa e avançar no transporte de cargas mais complexas.

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