
O estudo “How AI Is Paying Off in the Tech Function”, do Boston Consulting Group (BCG), aponta que a função de tecnologia tem ampliado seu impacto na geração de valor da inteligência artificial nas empresas. Em 2024, 7% do valor total da IA vinha do setor de TI, número que quase dobrou para 13% em 2025, ficando atrás apenas de pesquisa e desenvolvimento, que lidera com 15%.
A pesquisa identifica automação, melhoria de qualidade de código e mitigação de riscos como principais motores de criação de valor na tecnologia. Ricardo Tiezzi, diretor executivo e sócio do BCG, comentou em nota que “os casos de uso de criação de valor em tecnologia frequentemente se relacionam com automação e eficiência, duas áreas em que a IA melhora de forma mensurável a velocidade de entrega, a qualidade do código e a mitigação de riscos. A modernização de tecnologias legadas desponta como um novo caso de uso de criação de valor”.
Durante o ciclo de vida de desenvolvimento de software (SDLC), cerca de dois terços das empresas já utilizam IA, e 36% relatam implantação em escala, projetando aumento médio de produtividade de 44%.
Agentes e dados impulsionam produtividade
Em gestão de dados, atividades consideradas cruciais para a maturidade da IA apresentam ganhos atuais de 25%, com potencial de ultrapassar 45% após implementação completa. Outro ponto de destaque é o uso de agentes inteligentes, que funcionam como “córtex frontal” das operações corporativas, planejando e executando tarefas para otimizar processos e reduzir custos. Esses agentes representam 17% do valor da IA em 2025 e podem chegar a 29% até 2028.
O BCG deixa claro que, embora a adoção de IA seja complexa, os resultados são mensuráveis. De acordo com o estudo “How Agents Are Accelerating the Next Wave of AI Value Creation”, a integração de dados e ferramentas compartilhadas pode cortar custos em até 30% e aumentar produtividade em 25%, além de reduzir em metade o tempo de lançamento de produtos ao mercado.
Tiezzi explica que “os ganhos de produtividade são frequentemente o benefício inicial da adoção da IA,mas o verdadeiro prêmio na era dos agentes é a diferenciação. E o verdadeiro desafio é sustentar a vantagem quando a IA pode habilitar novos concorrentes disruptivos e diminuir as vantagens tradicionais”.






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