Foto: Daniil Komov/Pexels

A adoção de agentes de inteligência artificial para executar processos completos de engenharia de software não apenas auxiliam programadores na escrita de código como passam a coordenar atividades como análise de requisitos, arquitetura, desenvolvimento, testes, validação e preparação para produção..

É nesse movimento que o Grupo Teddy Open Finance apresenta os resultados da Vertex, plataforma própria baseada em agentes de IA. Segundo a empresa, a solução reduziu em 57% o tempo de desenvolvimento de softwares de média complexidade, encurtando o ciclo de sete para três dias.

No primeiro mês de operação, a plataforma gerou mais de 500 pull requests destinados à produção. A companhia informa ainda que 70% dessas entregas foram aprovadas sem necessidade de retrabalho e que os custos relacionados ao uso de inteligência artificial caíram 65%.

Equipe virtual reúne 77 agentes especializados

A Vertex foi projetada para funcionar como uma equipe virtual de engenharia de software. A plataforma reúne sete squads formados por 77 agentes especializados, distribuídos entre funções como gerente de produto, analista de requisitos, arquiteto de software, desenvolvedor, engenheiro de dados, designer, especialista em segurança, profissional de qualidade (QA) e engenheiro de DevOps.

Segundo nota de Felipe Alves, CTO da Teddy Open Finance, o objetivo da empresa “era reduzir o tempo entre a identificação de uma demanda e a entrega de uma solução pronta para produção. Em vez de utilizar um único agente para gerar código, criamos uma equipe virtual em que agentes especializados colaboram entre si, cada um responsável por uma etapa do processo”.

As demandas registradas em ferramentas como o Jira são distribuídas automaticamente entre os agentes e cada etapa é validada antes da seguinte ser iniciada. Caso sejam identificados problemas de segurança ou qualidade, o processo é interrompido e retorna para correção, evitando que falhas avancem durante o desenvolvimento.

Governança e controle automatizados

A plataforma também aplica níveis distintos de autorização para cada agente. Enquanto os responsáveis pelo desenvolvimento podem criar e alterar código, a publicação em produção permanece restrita ao agente de DevOps, reproduzindo práticas comuns em organizações com processos maduros de engenharia.

“Cada posição tem uma responsabilidade específica e valida o trabalho recebido antes de seguir para a etapa seguinte. Essa divisão cria uma camada adicional de controle de qualidade durante todo o ciclo de desenvolvimento e reduz significativamente a necessidade de retrabalho”, complementou Alves.

Outro recurso da plataforma é a classificação automática das demandas em níveis de complexidade. A partir dessa avaliação, a Vertex seleciona o modelo de inteligência artificial mais adequado para cada atividade, equilibrando desempenho e consumo computacional.

Segundo a empresa, essa estratégia foi determinante para reduzir em 65% os custos relacionados ao uso de IA sem comprometer a capacidade de execução das tarefas.

Apesar do alto nível de automação, a decisão final para liberar uma aplicação em produção continua sob responsabilidade humana. “Os resultados demonstram que agentes especializados já podem assumir uma parte importante da execução operacional do desenvolvimento de software. Isso permite que as equipes concentrem esforços em decisões estratégicas, inovação e desafios de maior complexidade”, conclui o executivo.

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