
A Care Plus vem ampliando o uso de inteligência artificial, automação e práticas ágeis para modernizar sua área de tecnologia. A combinação dessas ferramentas com a migração para a nuvem permitiu obter ganhos de eficiência de até 90% na atualização de sistemas legados e acelerar o cronograma de digitalização da operadora.
A empresa transferiu sua infraestrutura para o Google Cloud, mudança que faz parte do plano da Bupa, grupo internacional ao qual a Care Plus pertence desde 2016, para levar suas operações a uma estrutura totalmente baseada em nuvem.
A previsão inicial era concluir essa transformação até o fim de 2027, mas com o avanço dos projetos de tecnologia e da adoção de IA pelas equipes, a Care Plus afirma que deve atingir o objetivo mais de um ano antes do prazo.
Migração foi feita por etapas
Para reduzir riscos e preservar a estabilidade dos serviços, a companhia adotou uma implantação gradual. As primeiras mudanças foram concentradas em canais usados diretamente pelos beneficiários, como aplicativo e portal, antes da migração das plataformas internas.
Dois projetos ajudaram a estruturar essa estratégia, o primeiro deles foi o Simba, criado para avaliar o uso de IA na transformação de aplicações em um ambiente controlado. A iniciativa também teve como objetivo preparar desenvolvedores para disseminar o uso da tecnologia dentro da empresa.
Já o projeto Mercúrio estabeleceu objetivos de produtividade relacionados à inteligência artificial, para ampliar a utilização da tecnologia pelas equipes e incorporar a IA às rotinas de desenvolvimento.
Para Cibele Cardin, diretora de Tecnologia do grupo Care Plus, um dos principais resultados está na possibilidade de deslocar profissionais de atividades repetitivas para funções de maior valor. Em nota a executiva contou que “ao liberar a equipe de tarefas operacionais, é possível canalizar a expertise dos especialistas para a transformação de fato”.
Produtividade ganha peso
Dados internos da Care Plus indicam que ciclos de desenvolvimento realizados sem ferramentas de IA tiveram redução de até 70% na produtividade. O indicador reforça a aposta da companhia em recursos de inteligência artificial para acelerar tarefas técnicas e ampliar a capacidade dos times.
A mudança também tem reflexos nos produtos digitais oferecidos aos clientes. Com uma infraestrutura mais robusta e processos de desenvolvimento mais rápidos, a companhia busca acelerar a criação de novas funcionalidades em plataformas como a Blua, voltada à saúde digital, e a Caren, assistente virtual para demandas do dia a dia.
Para o usuário, a expectativa é de serviços digitais mais estáveis e com menor ocorrência de lentidão ou interrupções. A combinação entre nuvem, automação e IA passa a sustentar tanto a operação quanto a evolução contínua dos canais digitais.
Tecnologia com participação humana
A empresa defende que a modernização tecnológica não significa substituir a atuação dos especialistas. A estratégia adotada busca usar a IA para reduzir o trabalho operacional e permitir que os profissionais concentrem esforços em decisões e projetos mais estratégicos.
Cibele destacou que “acreditamos em uma transformação feita por pessoas e para pessoas. A tecnologia entra como o acelerador que garante que nossos times entreguem inovação constante, facilidade e segurança ao cliente final”, e ainda acrescentou que os benefícios da migração para a nuvem ultrapassam os ganhos tecnológicos ao mostrar que a inovação é mais efetiva quando mantém a inteligência humana no centro das decisões.






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